SUS registra quase 10 mil diagnósticos positivos de HPV de alto risco
- DNA-HPV substitui o Papanicolau no rastreamento do câncer de colo do útero pelo SUS; já são 9.904 resultados positivos para HPV de alto risco.
- Estudo da Unicamp em Indaiatuba (SP) aponta antecipação de 10 anos na detecção do câncer com DNA-HPV.
- A média de idade para rastreamento cai de 49,3 (Papanicolau) para 39,6 anos com DNA-HPV; 26 estados já adotaram o protocolo.
- Espírito Santo deve receber os novos testes ainda neste ano; INCA prevê ~19,3 mil novos casos/ano até 2028; cura superior a 95% com detecção precoce.
O DNA-HPV, indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 2013, começou a ser utilizado pelo SUS no início deste ano, em substituição ao Papanicolau como ferramenta de rastreamento do câncer de colo do útero. A vantagem do exame molecular é a capacidade de detectar a presença do vírus antes que evolua para lesões pré-cancerígenas, o que facilita a prevenção e a identificação precoce de muitos casos.


Crédito: Agência Brasil
Um estudo da Unicamp, realizado pela Centro de Atenção à Saúde Integral da Mulher com mulheres atendidas em Indaiatuba, SP, mostrou que o uso do exame de DNA-HPV adianta em aproximadamente 10 anos a detecção do câncer de colo do útero.
Enquanto a média de idade para rastreamento do câncer com Papanicolau fica em 49,3 anos, a média com DNA-HPV fica em 39,6 anos, indicando maior abrangência de detecção em faixas etárias mais precoces.
Atualmente, 26 estados já utilizam o novo protocolo. O Espírito Santo, que ainda não substituiu o método, deve receber os novos testes ainda neste ano, conforme informações do Ministério da Saúde (MS).
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil pode registrar aproximadamente 19,3 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano até 2028. O tumor é o terceiro mais comum entre as mulheres no país, mas, quando detectado precocemente, as chances de cura podem superar 95%.





