Tenente-coronel é preso na Bahia por ligação com milícia; já exonerado do colégio militar

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo – Em Bom Jesus da Lapa, Oeste baiano, o tenente-coronel Luiz Augusto Normanha de Carvalho foi preso na 3ª fase da Operação Terra Justa, conforme apuração do Gaeco e da 3ª Promotoria de Justiça Militar. Ex-diretor do Colégio da Polícia Militar local, ele é investigado por possível atuação de milícia na região de Santa Maria da Vitória. Pagamentos somaram cerca de R$ 286 mil, em parcelas mensais de aproximadamente R$ 15 mil; apuram-se também escalas de vigilantes e contratações irregulares de segurança.

Bom Jesus da Lapa, Oeste Baiano — O tenente-coronel da Polícia Militar (PM-BA) Luiz Augusto Normanha de Carvalho foi preso nesta quarta-feira (7). Segun a informações divulgadas pelo G1, ele já havia sido exonerado do cargo de diretor do Colégio da Polícia Militar de Bom Jesus da Lapa, no Oeste baiano, em setembro do ano passado.

Nesta quarta-feira (7), o oficial está sob custódia suspeito de ter recebido dinheiro para não enfrentar a atuação de uma milícia armada na região de Santa Maria da Vitória, também no Oeste baiano.

Casa de tenente-coronel

Foto: Divulgação / MP-BA

G1 aponta que o caso integra a Operação Terra Justa, sob coordenação do Ministério Público da Bahia (MP-BA), com participação da SSP-BA e da Corregedoria da PM.

Conforme a apuração, Normanha de Carvalho teria recebido cerca de R$ 286 mil de um sargento da reserva, apontado como chefe do grupo, com pagamentos recorrentes de até R$ 15 mil por mês. Também haveria indicação de ajuda para despesas pessoais.

A denúncia sustenta ainda a atuação do oficial na organização de escalas de vigilantes armados e na contratação irregular de serviços de segurança. O tenente-coronel chefiou a 30ª CIPM de Santa Maria da Vitória até 2023.

A Justiça recebeu a denúncia e decretou a prisão preventiva do militar. O caso atraiu investigações do Gaeco e da 3ª Promotoria de Justiça Militar de Salvador, com apoio de órgãos da Segurança Pública da Bahia.

A apuração continua, com foco em possível participação de agentes públicos em conflitos fundiários e nas irregularidades apontadas pela denúncia.

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