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Terreiros tradicionais de candomblé em Salvador apoiam Lula

Publicado por Diógenes Cunha

Resumo: Terreiros de candomblé em Salvador anunciam apoio à reeleição de Lula, defendendo democracia e direitos de povos de matriz africana em publicações nas redes sociais.

Locais envolvidos: Casa Branca, Terreiro do Cobre, Gantois, Ilê Asé Kalé Bokún, Bogum, Casa do Mensageiro e Casa de Oxumarê.

Contexto histórico: tombamentos do IPHAN ligados à cultura negra, incluindo o Ilê Axé Nassô Oká (Casa Branca) e o Terreiro do Cobre, além do Gantois, com desdobramentos documentados.

Salvador, BA — Tradicionais terreiros de candomblé na capital baiana anunciaram apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e convidaram suas comunidades e a sociedade a participar do processo eleitoral. Em mensagens difundidas pelas redes sociais, as instituições ligadas às religiões de matriz africana associaram o voto em Lula à defesa da democracia, da liberdade religiosa, da justiça social e dos direitos dessa população.

Entre os espaços que se posicionaram estão os terreiros Casa Branca, Terreiro do Cobre, Terreiro do Gantois, Ilê Asé Kalé Bokún, Bogum, Casa do Mensageiro e Casa de Oxumarê. As manifestações ressaltam a trajetória de resistência dessas comunidades diante do racismo, da intolerância religiosa e da repressão às práticas de matriz africana.

Casa Branca e Terreiro do Cobre – a ialorixá Mãe Valnízia de Ayrá, que atua no Terreiro do Cobre e cumpre o papel de egboni no Casa Branca, convocou membros de religiões de matriz africana, simpatizantes e pessoas de outras crenças a defenderem a democracia e o futuro do Brasil.

Ilê Axé Nassô Oká (ligado ao Terreiro Casa Branca) foi tombado pelo IPHAN em 1984 (processo formalizado em 1986), tornando-se o primeiro terreiro e o primeiro monumento ligado à cultura negra a receber o reconhecimento. O Terreiro do Gantois, oficialmente Ilê Axé Iyá Omi Axé Iyamassê, localizado na Federação, também figura entre os imóveis tombados pelo IPHAN, com registro em 2002.

Terreiro do Gantois – a posição foi apresentada pela Ângela Ferreira, Iyá Kekerê da casa, neta de Mãe Menininha do Gantois e filha de Mãe Carmen. Em publicação nas redes, ela reiterou o compromisso da comunidade com a democracia, a liberdade de crença e a proteção das tradições ancestrais, defendendo um Estado laico e os direitos da população negra.

Ilê Asé Kalé Bokún também teve posicionamento divulgado, reforçando a defesa da democracia e da liberdade religiosa como parte da memória de resistência das comunidades de matriz africana.

As declarações enfatizam a continuidade do diálogo entre fé, história e política, destacando a importância de reconhecer e proteger os direitos das religiões de matriz africana no contexto democrático brasileiro.

Terreiros de Salvador apoiam Lula e defendem democracia e liberdade religiosa

Casas citadas: Ilê Asé Kalé Bokún, Terreiro do Bogum, Casa de Oxumarê e Casa do Mensageiro.

Apoio é apresentado como defesa da democracia, dos direitos de comunidades de matriz africana e da preservação de suas tradições religiosas.

Entre tombamentos patrimoniais, destacam-se ações de órgãos como IPAC e IPHAN, com reconhecimentos recentes envolvendo os terreiros mencionados.

Salvador, Bahia — Terreiros da cidade divulgaram apoio ao Lula, em mensagens públicas nas redes sociais e comunicados, associando o gesto à defesa da democracia, da liberdade religiosa e dos direitos das comunidades de matriz africana.

Ilê Asé Kalé Bokún, localizado no bairro Plataforma, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, tem origem associada ao final do século XIX. Registros oficiais remontam a 1933, e o terreiro foi fundado pelo babalorixá Severiano Santana Porto, mantendo vivas práticas rituais e tradições ancestrais, incluindo o culto aos gueledés. O espaço possui tombamento estadual e municipal pela Fundação Gregório de Mattos (FGM) e, em julho de 2026, recebeu novo reconhecimento de proteção patrimonial pelo Governo da Bahia.

Terreiro Zoogodô Bogum Malê Hundô, conhecido como Bogum, fica no Engenho Velho da Federação e representa a tradição Jeje-Mahi, ligada ao culto dos voduns. A história da casa remonta ao século XVIII. Em 2026, o terreiro passou a integrar o conjunto de bens tombados pelo Governo da Bahia, por meio do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC).

Casa de Oxumarê — também chamada Ilê Oxumarê Araká Ogodô, situa-se na região da Federação, sendo uma das tradicionais casas de candomblé de Salvador ligadas à tradição Nagô?Vodum. O terreiro foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 2014. A casa anunciou, em comunicação associada ao seu Babalorixá, Babá Pecê, o voto em Lula, destacando a defesa da democracia, dos direitos da população negra e da liberdade religiosa.

Casa do Mensageiro — a casa reafirmou o compromisso com a democracia, a justiça social, a liberdade religiosa e o respeito às comunidades tradicionais de matriz africana. Ao apresentar seu apoio a Lula, o terreiro enfatizou a importância de assegurar dignidade, oportunidades e respeito aos ancestrais.

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