Resumo jornalístico: TRE-MG vai apurar conduta de Romeu Zema por uso de celular na cabine de votação em Araxá; possível violação do sigilo do voto e crime eleitoral; Ministério Público Eleitoral pode apresentar denúncia; Zema afirma ter ocorrido por desatenção e nega registros de imagens; após a votação, ele visitou familiares na cidade.
Araxá – O TRE-MG, sob a presidência do desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga, informou neste domingo (4) que a Justiça Eleitoral vai apurar a conduta do candidato à Presidência Romeu Zema, que utilizou um celular dentro da cabine de votação em Araxá. A decisão ocorre enquanto a legislação eleitoral proíbe o transporte e o uso de dispositivos eletrônicos junto à urna.
De acordo com informações do g1, o magistrado destacou que a violação do sigilo do voto pode configurar infração e, em casos relevantes, crime eleitoral. O Ministério Público Eleitoral pode apresentar denúncia formal se houver elementos conclusivos.
Durante a votação, Romeu Zema alegou que o ato decorreu de desatenção. Ele afirmou que não registrou imagens da urna: “Eu ando com o celular o dia todo. Ele é quase como se fosse um dedo. Ninguém me lembrou ali e eu fui votar normalmente. Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali. Fui só votar mesmo. A cola eu levei no papel”, disse.
A assessoria da campanha informou que, após concluir a votação na seção eleitoral, Zema visitou familiares em Araxá antes de retornar à capital mineira.
Segundo as apurações do Ministério Público Eleitoral, caberá à Justiça Eleitoral avaliar as circunstâncias, e apenas se houver elementos suficientes para embasar denúncia é que o MP poderá tomar providências formais. O caso permanece sob análise, com foco na possível violação do sigilo do voto e na irregularidade observada durante o ato de votação.

