Resumo: Corregedoria-geral da Justiça Eleitoral determina que Meta e X apresentem em 24h relatórios sobre uso de IA, remuneração de conteúdos políticos e critérios de remoção de publicações. Ação envolve a campanha de Lula da Silva (PT) contra a chapa de Flávio Bolsonaro (PL). Divergências incluem derrubada de vídeo por IA e assimetrias na Grok; TSE planeja reunião com plataformas para o segundo turno.
O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou nesta sexta-feira que as empresas Meta e X apresentem, em até 24 horas, relatórios detalhados sobre diretrizes para o uso de inteligência artificial, distribuição de conteúdos políticos, impulsionamento de anúncios eleitorais e critérios para a remoção de publicações. A medida ocorre no âmbito de uma ação movida pela campanha à reeleição do presidente Lula da Silva (PT) contra a chapa liderada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), conforme informações do G1, parceiro do PrimeiroJornal.
A coligação do candidato petista aponta suposto abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação, alegando favorecimento a perfis adversários, restrição de alcance em publicações pró-Lula e inconsistências no impulsionamento pago.
Entre as divergências apontadas pela representação estão a derrubada de um vídeo no Instagram por alegação de uso de IA e possíveis assimetrias nas respostas geradas pela ferramenta Grok, da rede social X, ao responder consultas sobre os postulantes ao pleito.
Em paralelo à determinação da corregedoria, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, agendou uma reunião com representantes de grandes plataformas digitais para alinhar procedimentos de segurança na reta final de preparação para o segundo turno das eleições.
