Decisão da Justiça mantém Canella e mais cinco investigados presos

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: Em oitava fase da Operação Unha e Carne, a Polícia Federal prendeu o deputado eleito Márcio Canella e o ex-secretário Marcus Amim, no Rio de Janeiro; prisões foram mantidas pela Justiça em 16/10. A ação envolve 112 empresas sequestradas, incluindo 96 postos de combustível, e investiga corrupção, vazamento de dados e proteção ao crime organizado.
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PF faz buscas contra Márcio Canella e Marcus Amim no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro – A Justiça Federal manteve, nesta sexta-feira (16/10), as prisões de Márcio Canella (União Brasil), deputado estadual eleito e ex-prefeito de Belford Roxo (RJ), e do delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ). A decisão foi tomada após audiência de custódia.

Os detidos foram presos na oitava fase da Operação Unha e Carne, realizada pela Polícia Federal (PF), na quinta-feira (15/10), para investigar uma rede de proteção policial, blindagem institucional e vazamento de dados para favorecer um grupo que utiliza postos de combustíveis para lavagem de dinheiro no Rio de Janeiro.

Christiano Gaspar Fernandes, Giovanni Gaspar Fernandes, José Carlos Alves de Souza Júnior e Pablo Jukiá Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo, também foram detidos e tiveram a prisão mantida pela Justiça.

A operação teve início em dezembro de 2025 para apurar um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas sobre ações policiais para o Comando Vermelho (CV), que, segundo apuração, teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.

Conforme as investigações, a PF investiga uma possível rede de proteção ao crime organizado que envolveria agentes públicos, parlamentares, membros do Judiciário e operadores financeiros.

Na oitava fase, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em sete municípios do Rio.

A ação também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas à rede de lavagem de dinheiro, sendo 96 postos de combustíveis usados para camuflar recursos de origem criminosa.

As prisões foram autorizadas pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.

Canella já havia sido preso em julho deste ano, durante a sexta fase da operação, quando investigadores encontraram um fuzil irregular em sua posse. O político foi o segundo deputado estadual mais votado no Rio, com 197.178 votos.

Segundo informações divulgadas pela PF, a investigação mira uma rede que envolve proteção a criminosos, com impactos econômicos e políticos relevantes no estado.

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