Resumo: Guilherme Boulos, coordenador da campanha de Lula, denuncia irregularidades no transporte público durante o dia de votação, citando Salvador e Feira de Santana. Afirmou também ocorrências em Maceió e São Paulo e pediu que apoiadores enviem relatos à campanha para encaminhar à Justiça Eleitoral, mantendo fiscais até as 17h.
Salvador, Bahia – O coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Guilherme Boulos, afirmou ter recebido relatos de supostas irregularidades no transporte público em cidades brasileiras durante o dia de votação, com menção a Salvador e Feira de Santana. Em pronunciamento divulgado neste domingo (25) pelas redes sociais, ele afirmou que prefeitos aliados de Bolsonaro teriam dificultado o deslocamento de eleitores até os locais de votação, chegando a impedir a passagem de pessoas. Em tom de alerta, citou uma fala de que “ninguém pode impedir o direito ao voto” e reforçou que a campanha está recolhendo evidências para levar denúncias à Justiça Eleitoral.
Segundo Boulos, a campanha está reunindo relatos e comprovantes de problemas de transporte em outras cidades, entre elas Maceió (Alagoas) e São Paulo, para encaminhar às autoridades competentes. Ao comentar a situação na capital baiana, citou decisão da Justiça que, na versão dele, envolve o secretário municipal de Mobilidade, acusado de manter centenas de ônibus retidos em uma garagem para dificultar o deslocamento dos votantes. Ele afirmou: “a Justiça decretou a prisão do secretário de Mobilidade de Salvador por reter veículos para prejudicar o voto”.
Além disso, o dirigente nacional do PT apontou dificuldades de deslocamento em Feira de Santana e no bairro Benedito Bentes, em Maceió. Em São Paulo, disse que a campanha também está coletando provas de possíveis irregularidades, mesmo diante de uma determinação judicial para que a frota de ônibus circule plenamente nos dias úteis. Boulos atribuiu as ocorrências ao esforço de alguns gestores municipais, destacando as responsabilidades de lideranças locais.
O coordenador dirigiu críticas ao prefeito Bruno Reis (União), que dirige Salvador, bem como ao prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), dizendo que as suspeitas de irregularidade devem ser apuradas. Ele afirmou que a campanha já mantém uma central para confirmar as situações e avaliar ações legais cabíveis, além de orientar eleitores a enviarem relatos, imagens e comprovantes por meio de mensagens diretas ou nos comentários das publicações oficiais da campanha.
Durante a fala, Boulos comparou as denúncias atuais a episódios de 2022, quando a atuação da Polícia Rodoviária Federal em operações em estradas do Nordeste gerou acusações de dificultar o acesso às urnas. Ao final, pediu que apoiadores atuem como fiscais do Lula no dia da votação até as 17h e reforçou que as acusações precisam ser confirmadas junto às autoridades competentes.
