Resumo: Ex-deputado Marcell Moraes acusa vizinho do Alphaville 2, em Salvador, de agredir com uma pá seu macaco, Alcebíades. Animal morreu dias depois; Inema aponta possível intoxicação entre hipóteses e vai investigar. Vídeo no Instagram sustenta versão de agressão; Coppa e Cetas atuam no caso.
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Salvador, Bahia — O ex-deputado estadual Marcell Moraes acusa um morador do condomínio Alphaville 2, em Salvador, de ter atingido seu macaco, Alcebíades, com uma pá. Em vídeo publicado no Instagram nesta quinta-feira (8), ele afirma que o agressor teria admitido o ato. O Inema informou que a possível exposição a agentes tóxicos está entre as hipóteses para a morte do animal.
Na gravação, Moraes aparece ao lado de uma mulher e relata que o macaco tentava brincar nas casas do condomínio quando o vizinho teria usado uma pá para afastá-lo. “Só que uma dessas pegou aqui (na cabeça) em Bill, tanto que a pá caiu na hora… Vai responder processo, mataram o meu Alcebíades aqui. Assassino!”, afirmou.
Alcebíades morreu às 18h42 da segunda-feira (5), após ser capturado pela Coppa e encaminhado ao Cetas, em Salvador. Segundo o Inema, o macaco-prego-preto chegou desacordado e em estado debilitado, com lesões na face e na língua, febre e frequência cardíaca acima de 170 batimentos por minuto. O animal recebeu atendimento veterinário, mas não resistiu.
O órgão informou que a equipe responsável pela ocorrência relatou a possibilidade de o macaco ter tido acesso a bebidas alcoólicas e medicamentos encontrados em uma residência. O boletim de ocorrência aponta que o animal mordeu três pessoas durante as tentativas de contenção e teria colidido contra um box de vidro antes de ser localizado sobre um telhado, abaixo de placas solares.
Sobre a causa da morte, o Inema ressaltou que os sinais clínicos não permitem confirmar intoxicação nem determinar a causa da morte. O animal será submetido a necropsia, e análises complementares poderão investigar eventual contato com substâncias tóxicas.
Resposta de Moraes: após denunciar o caso nas redes sociais, ele afirmou suspeitar de envenenamento e cobrou uma perícia independente para esclarecer o ocorrido. O Inema informou que vai apurar as circunstâncias dos cuidados com o animal e verificar possível negligência por parte do tutor.

