Filemon Neto solicita repartição mais equilibrada das receitas geradas pelas apostas
RESUMO: Presidente do Fluminense de Feira analisa MP das Bets e aponta concentração de receitas em um grupo restrito de clubes, defendendo regras mais justas para distribuir ganhos entre equipes de diferentes portes.
Filemon Neto, presidente do Fluminense de Feira, analisou os impactos da Medida Provisória das Bets no futebol brasileiro durante entrevista no Bar FC, afirmando que o setor tende a favorecer um grupo restrito de clubes em detrimento das demais equipes.
Ele explicou que as apostas esportivas geram receitas que acabam concentradas entre aproximadamente seis equipes, sobretudo aquelas do Sudeste, deixando as demais com uma fatia menor dos recursos gerados pelo setor.
Sobre a relação entre operadoras e clubes, Filemon afirmou que as equipes arcam com a estrutura necessária para a realização das partidas, desde a manutenção do elenco até custos operacionais, enquanto as plataformas tiram proveito financeiro desses eventos.
Apesar das observações, ele disse não ser contrário à atuação das casas de apostas e defendeu uma regulamentação que estabeleça critérios mais equilibrados de distribuição de receitas, para que parte do faturamento retorne aos clubes de forma institucional, inclusive para os clubes de menor expressão.
Ao analisar o cenário, o presidente ressaltou a importância de clubes de menor expressão para a engrenagem do futebol, lembrando que o esporte depende da participação de várias equipes e que concentrar recursos em poucos times não reflete a realidade da modalidade.





