Universidade no Paraná expulsa estudantes de Medicina após ataques a bolsistas e mensagens nazistas
RESUMO: Estudantes de Medicina da UniCesumar, em Maringá (PR), foram expulsos após publicações ofensivas contra beneficiários de ProUni, postadas após as eleições de 2026; sindicância encerrou na sexta-feira (30) com advertências e suspensões; episódio semelhante ocorre também em Cascavel.
Em Maringá, a UniCesumar informou que concluiu sindicância interna resultando na expulsão de estudantes do curso de Medicina após publicações com tom discriminatório contra beneficiários de ProUni, divulgadas após as eleições de 2026; a instituição não divulgou o total de punidos.
Contexto institucional e desdobramentos
UniCesumar confirmou, na sexta-feira (30), a conclusão de sindicância interna. Além da expulsão de alguns alunos do curso de Medicina, foram aplicadas advertências e suspensões, conforme a gravidade das condutas, sem informar o número exato de punidos.
As mensagens circularam no contexto da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e continham comparações depreciativas entre estudantes que pagam mensalidades e aqueles ingressantes por meio de programas de acesso ao ensino superior; a circulação ocorreu após o pleito de 2026, conforme relatos.
Entre as publicações, houve hostilidade explícita a estudantes de origem socioeconômica menos favorecida; uma das mensagens insinuava que pais com renda alta não precisariam financiar a educação de filhos de pessoas vinculadas a históricos criminais.
O conteúdo também apresentava imagens e expressões associadas ao nazismo e a ideologias supremacistas. Em uma das conversas, foi compartilhada uma fotografia de um pelotão militar acompanhada de referências a termos usados por grupos extremistas na internet.
Uma estudante questionou as manifestações, lembrando que todos os colegas sairão com CRM, independentemente da forma de ingresso, destacando a responsabilidade profissional que acompanha a formação.
O episódio não ficou restrito ao Paraná: no Centro Universitário FAG, em Cascavel, três estudantes foram suspensos e receberam advertências; os processos administrativos seguem em andamento.
A Associação dos Estudantes de Medicina do Paraná (Aemed-PR) reuniu relatos e encaminhou uma notícia-crime ao Ministério Público do Paraná (MP-PR). O Ministério Público Federal (MPF) confirmou o recebimento de denúncia relacionada às mensagens e informou que investiga o caso envolvendo os graduandos da UniCesumar.
A Aemed-PR repudiou os episódios e afirmou que o preconceito contra beneficiários de Fies e ProUni, bem como a defesa de ideologias extremistas, é incompatível com a formação acadêmica.
O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) também se manifestou, frisando que tais manifestações discriminatórias vão contra os princípios éticos da profissão.
RESUMO: UniCesumar afirma que medidas disciplinares foram definidas após sindicância interna, com responsabilização conforme o regimento; entidades estudantis repudiaram discriminação xenófoba e nazista; Centro Acadêmico Miguel Nicolelis oferece apoio psicoterapêutico aos afetados.
UNIVERSIDADE SE POSICIONA Em nota ao G1, a UniCesumar afirmou que as medidas disciplinares foram definidas após a conclusão da sindicância interna e que os estudantes envolvidos foram responsabilizados conforme as normas do regimento da instituição.
A universidade também declarou repudiar qualquer forma de discriminação ou preconceito e informou que o Núcleo de Apoio ao Estudante de Medicina permanece disponível para oferecer acolhimento, orientação e suporte aos universitários.
Entidades representativas dos estudantes de Medicina da UniCesumar divulgaram uma nota de repúdio contra manifestações de cunho xenofóbico, elitista e nazista. Os grupos informaram que os envolvidos foram desligados das respectivas entidades.
O Centro Acadêmico Miguel Nicolelis anunciou ainda a oferta de suporte psicoterapêutico gratuito ou a custos reduzidos aos estudantes afetados pelos episódios.





