Justiça absolve suspeito de triplo homicídio em Ilhéus por falta de provas; MP-BA recorre
RESUMO: Em Ilhéus, 1ª Vara Criminal absolveu Thierry Lima da Silva pela morte de três mulheres na Praia dos Milionários, em agosto do ano passado, por falta de provas técnicas; réu permanece preso e MP-BA recorreu.
LIDE AUTÔNOMO
Ilhéus, BA — decisão da 1ª Vara Criminal da cidade absolveu Thierry Lima da Silva pela morte de três mulheres na Praia dos Milionários, em agosto do ano passado, por falta de provas técnicas que o vinculassem aos homicídios. A informação foi divulgada nesta terça-feira (3) e o Ministério Público da Bahia (MP-BA) apresentou recurso cinco dias depois.
SEGUE PRESO Apesar da absolvição, Thierry permanece custodiado. Há um mandado de prisão preventiva em curso relacionado à morte do próprio companheiro do réu, ocorrida após uma discussão motivada por ciúmes, conforme apurado pela reportagem.
As vítimas foram identificadas como Alexsandra Oliveira Suzart, 45 anos; Maria Helena do Nascimento Bastos, 41; e Mariana Bastos da Silva, 20. Os cadáveres, com marcas de facadas, foram encontrados em uma área de mata da Praia dos Milionários no dia 16 de agosto do ano passado, após as três terem desaparecido na véspera, quando saíram para passear com o cachorro de Mariana.
Thierry foi preso dias depois, em 25 de agosto, e, durante depoimento à Polícia, afirmou ter agido sozinho e cometido o crime durante uma tentativa de roubo. A investigação da Polícia Civil durou cerca de quatro meses, com análise de aproximadamente 700 vídeos de câmeras de segurança, perícias e depoimentos de familiares e testemunhas. O inquérito foi concluído em dezembro de 2025, e o MP apresentou denúncia em janeiro de 2026.
Provas e defesa
A decisão aponta a ausência de provas técnicas que vinculem o réu aos homicídios. Os exames do Departamento de Polícia Técnica (DPT) não identificaram material genético de Thierry sob as unhas ou nas partes íntimas das vítimas, e não houve vestígios de DNA do acusado ou das próprias mulheres nas três facas apreendidas. O entendimento é de que não foram reunidas provas suficientes para condenação, o que levou à absolvição. O MP-BA contestou a decisão e recorreu.
Contexto familiar e social
Alexsandra e Maria Helena eram amigas, vizinhas e trabalhavam em escolas da rede municipal de Ilhéus. Mariana era filha de Maria Helena e cursava Engenharia Ambiental. A defesa de Thierry, representada pela Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA), foi procurada, mas não houve manifestação até a última atualização da reportagem.
Observação Não há data definida para uma nova audiência sobre o triplo homicídio. O caso provocou manifestações públicas em Ilhéus, com pedidos de justiça aos familiares das vítimas.





