Pular para o conteúdo

Em São Paulo, mulher revela desejo de casar com inteligência artificial

Em São Paulo, mulher revela desejo de casar com inteligência artificial
Em São Paulo, mulher revela desejo de casar com inteligência artificial

COMPARTILHE ESSE CONTEÚDO

RESUMO: Mulher de 36 anos busca reconhecimento de união estável com chatbot junto à Defensoria Pública de São Paulo, alegando que o programa é seu parceiro emocional e espiritual.

Uma mulher de 36 anos procurou a Defensoria Pública do Estado de São Paulo para pleitear o reconhecimento de uma união estável com um chatbot, descrevendo o sistema como seu parceiro emocional e espiritual.

No Brasil, esse tipo de relação não confere efeitos legais de casamento ou união estável, pois a tecnologia não possui personalidade jurídica. Uma cobertura da CNN Brasil, do ponto de vista do direito digital, indica que a afeição do usuário não é reconhecida pela lei, ainda que os sentimentos sejam genuínos, já que o software não pode amar nem ter vontade própria.

Especialistas ressaltam que equiparar uma IA a um cônjuge geraria dilemas jurídicos, como a definição de quem seria o parceiro legal, além de questões de herança e de responsabilidade civil.

Além disso, o compartilhamento de dados pessoais com plataformas digitais levanta preocupações sobre privacidade e proteção de dados, já que essas informações podem ficar armazenadas para treinamento contínuo dos sistemas. Especialistas defendem que o debate deve priorizar a proteção dos usuários, assegurando segurança e transparência nas interações com a tecnologia, em vez de conceder direitos às máquinas, fortalecendo os direitos do consumidor digital como caminho mais seguro para as novas dinâmicas de afeto na era digital.

COMPARTILHE ESSE CONTEÚDO