Padilha critica clubes e cita suicídios para defender o fim das apostas
RESUMO: O ministro da Saúde defende a proibição das apostas esportivas para reduzir suicídios, dependência e violência familiar; STF ouve autoridades e clubes, em contexto de MP que proíbe apostas e cassinos online no país.
Em audiência pública no Supremo Tribunal Federal, presidida pelo ministro Luiz Fux, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, argumentou que manter a proibição das apostas esportivas representa a medida mais eficaz para reduzir danos associados ao jogo, incluindo suicídio e violência dentro das famílias.

Padilha também destacou dados sobre a vulnerabilidade feminina, afirmando que 65% das mulheres sentem vergonha de buscar atendimento de saúde, mesmo reconhecendo a dependência.
A sessão ocorreu dias após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinar uma medida provisória que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas esportivas e cassinos online em todo o país.
O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, também defendeu a medida e enfatizou impactos na segurança pública, cidadania digital e combate ao crime organizado. Segundo ele, desde 2018 foram realizadas 21 operações contra o mercado em 8 estados, e, nas 10 operações federais, a Justiça autorizou bloqueios de aproximadamente R$ 3,3 bilhões.
“Todos os países que legalizaram as bets pioram seus indicadores de saúde. Não teve nenhum que teve melhora. Não teve nenhum país que ao legalizar as bets reduziu o número de pessoas que procuram o serviço de saúde; [não teve] reduziu o risco de suicídio; [não teve] reduziu a violência familiar relacionado as bets ou que tenha qualquer pesquisa realizada nesses país que mostraram a melhora dos indicadores de saúde da ludopatia ao legalizar as bets”, afirmou.





