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Polícia Federal inaugura laboratório dedicado ao combate ao garimpo ilegal na Amazônia

Polícia Federal inaugura laboratório dedicado ao combate ao garimpo ilegal na Amazônia
Polícia Federal inaugura laboratório dedicado ao combate ao garimpo ilegal na Amazônia

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RESUMO: PF inaugura Laboratório de Geoquímica Forense para rastreabilidade de minerais no INC, em Brasília, integrando o Programa Ouro Alvo com apoio do Fundo Amazônia para ampliar a repressão ao garimpo ilegal.

A Polícia Federal inaugurou nesta terça-feira o Laboratório de Geoquímica Forense para rastreabilidade de minerais, instalado no Instituto Nacional de Criminalística (INC), em Brasília, como etapa do Programa Ouro Alvo, financiado pelo Fundo Amazônia para ampliar ações de inteligência, fiscalização e repressão ao crime organizado na região.

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O Ouro Alvo é o programa que integra o Fundo Amazônia, com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e coordenação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), destinado a ampliar as ações de inteligência, fiscalização e repressão ao crime organizado na Amazônia.

O programa conta com R$ 318,5 milhões para a aquisição de equipamentos, materiais e estruturas de preparação, caracterização e armazenamento das amostras, reforçando a rastreabilidade e a capacidade de produzir evidências para investigações e fiscalizações.

Por meio da análise de características de jazidas brasileiras, o Ouro Alvo pretende criar referências científicas para confirmar a procedência do minério. A tecnologia permitirá confrontar amostras de ouro apreendidas com registros existentes, apoiando investigações e operações de fiscalização, além de atuar como dissuasor de novas infrações ligadas à mineração irregular e ao desmatamento.

“Este laboratório representa um avanço fundamental no combate ao garimpo ilegal. Estamos fortalecendo a capacidade da Polícia Federal de rastrear a origem do ouro, produzir provas científicas e combater os crimes ambientais, permitindo ao Brasil alcançar resultados históricos na redução do desmatamento”, afirmou o diretor da Amazônia e Meio Ambiente da Polícia Federal, Humberto Freire de Barros.

Os recursos também viabilizam a aquisição de equipamentos para análise mineral e de mercadorias, além de máquinas, consumíveis e estruturas para preparação e armazenamento das amostras. O plano é estruturado em quatro eixos de atuação, envolvendo PF, a PRF, a Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) e os governos dos nove estados da Amazônia Legal.

Segundo Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, o combate ao garimpo ilegal é uma prioridade do governo; a identificação do “DNA do ouro” fortalece a rastreabilidade, dificulta a atuação de organizações criminosas e amplia a capacidade de fiscalização, reafirmando o compromisso com a proteção do meio ambiente, os territórios afetados e uma economia sustentável.

O apoio do Fundo Amazônia ao Ouro Alvo prevê a estrutura necessária para a análise e o armazenamento de amostras no centro de referência em perícia criminal vinculado ao INC da PF, em Brasília.

Para Adalberto Maluf, secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, “este laboratório será um marco no combate ao garimpo ilegal na Amazônia; é preciso ir além das operações pontuais e enfrentar o poder econômico que sustenta essas atividades, usando ciência, tecnologia e integração de políticas públicas para proteger o meio ambiente e as comunidades indígenas e ribeirinhas.”

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