Por que as cigarras cantam? Transmissão de doenças e o ciclo de vida
RESUMO: Cigarras passam a maior parte da vida no subsolo, alimentando-se da seiva das raízes. Com a chuva, emergem como adultas por poucas semanas para se reproduzirem; o canto serve para comunicação entre parceiros. Desmistificando mitos, destacamos a função ecológica e cuidados com cães e gatos que curiosamente podem interagir com elas.

A cigarra passa anos em fase ninfal abaixo do solo, alimentando-se da seiva das raízes e contribuindo para a aeração do solo. Ao romper o casulo e alcançar a superfície, o adulto vive por apenas algumas semanas, dedicando-se quase exclusivamente a encontrar parceiros.
Ciclo de vida: do subterrâneo à superfície
Essa espécie completa grande parte de sua existência no subsolo, onde as ninfas bebem fluidos das raízes. Quando emergem, os adultos cumprem o papel de disseminação genética e, naive forma, alimentam-se das respostas da estação das chuvas.
Desmistificando mitos sobre a cigarra
Um mito comum é dizer que a cigarra morre de tanto cantar ou que surge apenas para anunciar chuva. Na realidade, o som intenso está ligado à reprodução, e a aparição em determinadas épocas decorre do aumento da temperatura e da umidade do solo.
A casca oca encontrada na árvore não é o corpo da cigarra; é o exoesqueleto deixado após a última muda, segundo especialistas. A ideia de que a cigarra canta até morrer ganhou origem ao se observar cascas abertas presas às árvores.
Função ecológica e ciclo subterrâneo
Antes de chegar à fase adulta, as ninfas passam anos debaixo da terra alimentando-se de fluidos das raízes, o que favorece a movimentação e a aeração do solo. Ao emergir, desempenham papel essencial na cadeia alimentar, virando alimento para aves, répteis e pequenos mamíferos.
Na fase adulta, a cigarra dura apenas algumas semanas, período dedicado à reprodução. A diversidade da espécie no Brasil é marcada pelo tamanho e pelo canto intenso dos machos na busca por parceiras.
Riscos para cães e gatos
O canto e o movimento das asas podem despertar a curiosidade de cães e gatos, sobretudo os mais sensíveis ao barulho. As cigarras não são venenosas, mas a ingestão em grande quantidade pode dificultar a digestão devido à sua carapaça dura.
Segundo o professor do Centro Universitário Módulo, se o animal estiver apenas brincando, o ideal é distraí-lo e retirar a cigarra com cuidado, sem forçar a abertura da boca.






