Chefe do Judiciário boliviano deixa o país após mandado de prisão
RESUMO: O presidente do Tribunal Supremo de Justiça da Bolívia, Romer Saucedo, deixou o país após a emissão de mandado de prisão por suspeita de tráfico de drogas e associação criminosa. Interpol pode emitir alerta vermelho; governo nega perseguição política.
O presidente do Tribunal Supremo de Justiça da Bolívia, Romer Saucedo, deixou o país nesta quinta-feira (5) depois que a Justiça expediu um mandado de prisão contra ele, sob suspeita de tráfico de drogas e associação criminosa. O Ministério Público boliviano informou que pretende solicitar à Interpol a emissão de um alerta vermelho para localizar o magistrado.
Até o momento, as autoridades não sabem onde Saucedo se encontra. Ele afirmou ter saído da Bolívia com a família e afirmou que o governo do presidente Rodrigo Paz está promovendo perseguição política, alegando ainda tentativas de intimidação e de produção de provas falsas para comprometer o magistrado.
A ordem de prisão foi emitida na quarta-feira (4), segundo o procurador-geral interino José Armando Urioste. A investigação corre sob sigilo e conta com depoimentos de testemunhas protegidas. O histórico migratório de Saucedo registra entrada no país na terça-feira (3), mas não há registro de saída oficial; a polícia avalia a hipótese de saída por via terrestre.
O caso integra uma linha de apuração mais ampla envolvendo integrantes do sistema de justiça. Desde outubro, autoridades de alto escalão foram presas, entre elas o ex?procurador-geral Roger Mariaca, acusado de receber subornos para facilitar operações de narcotráfico e favorecer a fuga de criminosos.
O governo de Rodrigo Paz nega perseguição política contra Saucedo. O vice-ministro do Interior, Peter Maldonado, afirmou que a saída do magistrado está ligada às investigações em curso e citou possíveis vínculos com pessoas envolvidas no caso Mariaca.






