Após o anúncio da alta de 8,87% no preço do diesel a partir da terça-feira (10), o Setra-BH está solicitando uma reunião com a Prefeitura de Belo Horizonte para discutir o impacto do aumento do combustível no funcionamento do transporte urbano. Segundo o sindicato patronal, a empresa terá sua operação inviabilizada se não houver compensação. Linhas podem ser paralisadas fora dos horários de pico.
Segundo o sindicato, “a situação é de extrema gravidade, principalmente em um contrato desequilibrado, com tarifas congeladas desde 2018, com inflação descontrolada, aumento de custos absurdos, queda no quantitativo de passageiros transportados e com receitas financeiras geradas pelo sistema muito abaixo dos custos de operação”. Os gastos com óleo diesel são o maior custo operacional da empresa, chegando a 35% do total. Em entrevista, o sindicato afirma que é possível chegarmos à situação de Teresina, no Piauí, onde os ônibus pararam de rodar.
A sinalização de que um aumento do diesel levaria a um caos no transporte público de todo o país já havia sido feita pela Associação Nacional de Transportes Urbanos (NTU) na sexta-feira passada (6). Na ocasião, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH) afirmou que operava em colapso, e que tal aumento seria catastrófico.
Até o momento, a Prefeitura de Belo Horizonte não recebeu nenhum pedido de reunião pelo Setra.
Subsídio
Na quinta-feira passada (5) ocorreu uma reunião entre a prefeitura e parlamentares onde foi proposto um subsídio de R$163 milhões para as empresas de transporte urbano até o final do ano. Seria R$13 milhões por mês. Mas não há consenso em torno da proposta. O debate foi acalourado entre prefeito e parlamentares, e a minuta do decreto que será enviado para a Câmara dos Vereadores não foi aprovada.
A reunião será retomada amanhã (10) pela manhã. A contrapartida para o subsídio é que as empresas se comprometam com uma série de requisitos, como a manutenção da frota de ônibus em operação.

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