Famílias vão pedir à Justiça a reconstrução do memorial erguido em homenagem aos 28 mortos durante uma operação policial no Jacarezinho, no dia seis de maio de 2021. A operação ficou conhecida como a mais letal da história da comunidade da zona norte da capital fluminense.

Em entrevista ao Revista Rio, da Rádio Nacional, nesta sexta-feira (13), o advogado João Tancredo, que representa 14 famílias das vítimas, disse que a derrubada é ilegal, e que vai pedir a Justiça autorização para a reconstrução do monumento. Para ele, é hora de trocar o luto pela luta.
Já a Polícia Civil afirma que o monumento não tinha autorização da prefeitura e faria apologia ao tráfico de drogas. Além disso, o nome do policial civil André Leonardo de Mello Frias, também morto na operação, foi incluído sem a autorização da família.
A secretária municipal de Conservação, Anna Laura Valente Secco confirma que a prefeitura não tinha conhecimento da construção.
O monumento erguido no dia 6 de maio, quando completou um ano da operação, era uma parede pintada de azul, onde foram fixadas placas com os nomes dos 28 mortos, incluindo o policial civil. Ele foi destruído por agentes da Polícia Civil com auxílio de um blindado da corporação.
A ação foi criticada por entidades da sociedade civil em defesa dos direitos humanos.
Direitos Humanos Rio de Janeiro 13/05/2022 – 14:37 Paula de Castro Ribeiro / Guilherme Strozi Solimar Luz – Repórter da Rádio nacional Jacarezinho Memorial polícia civil Placa chacina sexta-feira, 13 Maio, 2022 – 14:37 140:00

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