O PDT pretende lançar o ex-deputado federal Miguel Corrêa para o governo de Minas este ano. Ele deixou o PT em março deste ano, após larga trajetória no partido. Foi secretário de Desenvolvimento Econômico no governo Fernando Pimentel. A principal missão da sua candidatura, se concretizada, será dar palanque em Minas a Ciro Gomes, o presidenciável do PDT. Os trabalhistas querem evitar o que aconteceu em 2018, quando a saída de Marcio Lacerda (PSB) do páreo deixou Ciro sem abrigo no estado. Ontem, o Instituto Paraná Pesquisas apontou que o pré-candidato ao Palácio Tiradentes tem 0,3% das intenções de voto.
Miguel Corrêa foi o primeiro a participar do “EM Entrevista”, podcast semanal do Estado de Minas. Trata-se de série de sabatinas com pré-candidatos ao governo de Minas. Na próxima segunda-feira, o entrevistado será Alexandre Kalil, pré-candidato do PSD. O terceiro sabatinado será o senador Carlos Viana, do PL. A conversa com o pré-candidato ocorrerá em 30 deste mês, também uma segunda.
Durante a entrevista, Miguel Corrêa diz que houve “inabilidade” da gestão Zema na condução do caso que gerou a permissão a um projeto minerário na Serra do Curral. Ele criticou a licença concedida para a Taquaril Mineração S.A (Tamisa) pelo Conselho Estadual de Polícia Ambiental (Copam), para exploração da região. “A Serra do Curral, quem é mineiro, gosta, mas quem é de Belo Horizonte, ama. ?? a moldura do belo-horizontino. Há de se radicalizar contra uma proposta feita a toque de caixa. Essa discussão não foi feita à luz do dia”, afirmou.
A decisão do Copam saiu na madrugada de 30 de abril, após reunião virtual que durou cerca de 18 horas. Ambientalistas, políticos, artistas e a Prefeitura de Belo Horizonte criticam o empreendimento, porque temem riscos ao meio ambiente e à qualidade de vida. Na lista de temores estão prejuízos ao abastecimento hídrico e a possibilidade de vibrações causadas pelos explosivos utilizados para viabilizar as escavações.
Segundo Corrêa, as tragédias de Mariana e de Brumadinho precisam ser levadas em conta nos debates sobre os impactos da mineração. Enquanto o rompimento da Barragem de Fundão deixou 19 mortos, o do Córrego do Feijão matou 272. “?? preciso discutir novo arcabouço de regras. Não se pode fazer mais como o modelo anterior e a um custo muito caro. Isso beira o absurdo. Inabilidade na negociação”.

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