Bancada evangélica trava projeto de lei contra LGBTfobia na Assembleia da Bahia

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Um dia após a comemoração do Dia Nacional contra a Homofobia, parte dos deputados da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) tentou aprovar o projeto de lei que adota penalidades administrativas de enfrentamento à prática de discriminação em razão de orientação sexual e identidade de gênero. Mas deputados alinhados à bancada evangélica não chegaram a um acordo que proporcionasse a aprovação do PL, conhecido como Millena Passos. 

A discussão sobre o PL 22.845/2018, de autoria do deputado Zó (PCdoB), não estava inicialmente na pauta do dia, mas acabou sendo inserida por deputados estaduais e militantes LGBTQIA + que foram até o plenário nesta quarta-feira (18). O projeto tramita na Assembleia há quatro anos. 

O PL prevê que a administração pública pode sancionar qualquer pessoa ou agente público que discrimine outros em função da orientação sexual e identidade de gênero ou pratique atos de coação, violência física, verbal ou omissão de socorro. Já prevendo que o projeto causaria polêmicas entre alguns deputados, um artigo que exclui dos efeitos da lei as igrejas e associações religiosas foi inserido no projeto. 

Na prática, se aprovado, o projeto garante mais proteção à população LGBTQIA + em espaços públicos e privados na Bahia, exceto dentro de igrejas e templos religiosos. Mesmo  com a medida que visava agradar a bancada evangélica, o PL não foi colocado em votação. 

???Não houve unanimidade na bancada da maioria para ter aprovação do projeto, principalmente das pessoas mais vinculadas às igrejas evangélicas. Isso não quer dizer que a maioria desses deputados já não tenham aprovado???, disse Rosemberg Pinto (PT), líder do governo. 

O presidente da Alba, deputado Adolfo Menezes (PSD), apontou que os colegas Juraílton (Republicanos), José de Arimateia (Republicans) e Samuel Jr. (Republicanos) apresentaram ressalvas em relação à aprovação. A votação foi adiada para a próxima semana. 

Na terça-feira (17), o Movimento LGBT Baiano e outros ativistas estiveram presentes na Alba para pedir celeridade ao projeto, considerado uma ferramenta importante no combate à LGBTfobia no estado. O PL homenageia a ativista Millena Passos, primeira transexual a ocupar um cargo em uma secretaria estadual de mulheres.

*Com orientação da subeditora Fernanda Varela.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Confira o cronograma da Seleção Brasileira até a Copa do Mundo

Convocação da seleção brasileira acontece nesta segunda-feira (18/5). A lista de jogadores que vão representar o Brasil será divulgada pela comissão técnica, marcando...

Eduardo Bolsonaro muda versão e admite ter aplicado dinheiro em filme

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro revisitou a participação dele no filme Dark Horse, a cinebiografia de Jair Bolsonaro. Em entrevista, ele afirmou ter assinado...

Piloto fratura pescoço após grave acidente na MotoGP. Veja vídeo

Obrigado. Para seguir todas as suas regras (SEO, formatação em WordPress, parágrafos justificados, 200–600 palavras, etc.), preciso do texto original completo. Com apenas...