Oklahoma aprova nova lei para proibir o aborto desde a fertilização

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

gravidez pixabay

A Câmara dos Representantes de Oklahoma, Estados Unidos, ratificou nesta quinta-feira, 19, uma lei que proibirá qualquer aborto desde a fertilização e que entrará em vigor no momento em que o governador, republicano Kevin Stitt, a assinar. Stitt já anunciou que assinará qualquer restrição ao aborto que chegue à sua mesa, em meio à polêmica sobre o vazamento da minuta da decisão da Suprema Corte do país que revogaria a proteção federal desse direito reprodutivo. A mídia americana aponta que, se aprovado, o novo texto de Oklahoma se tornará a regra antiaborto mais restritiva do país. A lei proíbe qualquer aborto, exceto quando a vida da mãe estiver em perigo, ou quando a gravidez for resultado de estupro ou incesto. Além disso, seguindo a linha da polêmica lei contra o aborto aprovada no ano passado no Texas, a nova regra permite que os cidadãos denunciem qualquer empresa ou pessoa que auxilie uma mulher na interrupção de sua gravidez. Em um comunicado, a porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, chamou a iniciativa de ???esforço mais extremo??? realizado até hoje por um estado para restringir o direito ao aborto.

Além disso, considerou que a iniciativa faz parte de uma ofensiva contra o direito ao aborto promovida por ???políticos ultra MAGA???, sigla para ???Make America Great Again??? (???Vamos tornar os EUA grandes novamente???), o slogan da campanha do ex-presidente Donald Trump (2017-2021). Oklahoma já tem uma lei em vigor que, como no Texas, proíbe abortos a partir das primeiras seis semanas de gravidez. Além disso, outra norma assinada pelo governador em abril e que entrará em vigor nos próximos meses proíbe qualquer interrupção da gravidez, exceto para salvar a vida da mãe. Vários estados republicanos, incluindo Oklahoma, também prepararam leis que entrarão em vigor quando a decisão final da Suprema Corte for conhecida, também nos próximos meses. Embora o tribunal tenha esclarecido que a minuta vazada para a imprensa não é ???definitiva???, tudo indica que o principal órgão judicial do país se pronunciará contra o famoso julgamento ???Roe vs. Wade???, que desde 1973 protege o direito de interromper a gravidez em nível federal. Se isso acontecer, os estados que desejarem terão liberdade para aprovar o veto ao aborto em seu território.

*Com informações da EFE

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Ônibus com motorista em treinamento bate em carro estacionado e cai no Rio Sena

Um ônibus em treinamento que circulava pela localidade de Juvisy-sur-Orge, no sudeste de Paris, saiu da via e caiu no rio Sena após...

EUA ratificam neutralidade sobre soberania das Ilhas Malvinas

Resumo rápido: os Estados Unidos ratificaram nesta sexta-feira a neutralidade na questão da soberania das Ilhas Malvinas, disputadas entre Argentina e Reino Unido....

Putin e Trump conversaram por telefone sobre o Oriente Médio

Putin e Trump falaram por telefone, nesta quarta-feira, sobre a situação no Oriente Médio. O assessor diplomático do Kremlin, Yuri Ushakov, afirmou que...