
Foto: Reprodução / Google Street View
A Secretaria de Cultura do estado (SecultBA) vai passar a ter um novo prédio ainda este mês. Com a conclusão da concessão do Palácio do Rio Branco, no Centro Histórico, o órgão será instalado no antigo Núcleo de Educação Goés Calmon, nos Barris.
A informação foi informada ao Bahia Notícias por fontes ligadas à pasta. As dependências da escola já estão em reforma para receber a estrutura da secretaria.
Procurada, a SecultBA confirmou a mudança, assim como a readequação no imóvel, localizado na Rua Conselheiro Spínola. “O período de transição será amplamente divulgado quando estiver definido. Até lá, a secretaria continua a operar normalmente no Palácio Rio Branco”, respondeu o órgão através de nota.
O novo destino é próximo de outro braço da gestão cultural que mudou recentemente para o bairro: a Fundação Pedro Calmon (FPC), responsável pela administração de bibliotecas do estado e que, desde o último dia 23, passou a ocupar o 3º andar da Biblioteca Central do Estado da Bahia (BCEB).
LICITA????O DO PALÁCIO DO RIO BRANCO
Licitado para a iniciativa privada em janeiro deste ano (relembre aqui), o palácio localizado na Praça Tomé de Souza foi construído em 1919, no mesmo lugar em que um dia funcionou a sede colonial do governo, e abrigou a governadoria baiana até 1979.
Em momentos diferentes, o espaço também abrigou a Bahiatursa, a Secult e o Memorial dos Governadores Republicanos da Bahia. A negociação que concedeu o bem, considerando os investimentos que deverão ser feitos na região, envolveu o montante de R$ 135,5 milhões.
A vencedora do certame foi a empresa BM Varejo Empreendimentos Spe S.A, proprietária da rede hoteleira francesa BMF e também do hotel Rosewood, em São Paulo.
O processo chegou a ser alvo de uma ação do Ministério Público Federal (MPF), mas a Justiça Federal negou o pedido de tutela de urgência ajuizado pela promotoria, que buscava suspender o processo licitatório (releia aqui).
Anteriormente, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) tinha recomendado à Secretaria Estadual de Turismo (Setur) que suspendesse o processo licitatório (veja mais aqui). Apesar disso, o governo manteve a licitação, dando origem a ação promovida pelo parquet.

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