Bahia relata dificuldades na compra de dipirona e neostigmine injetáveis

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A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) relatou, nesta terça-feira (7), uma dificuldade na compra de dois medicamentos injetáveis: o dipirona e o neostigmine. De acordo com a pasta, “alguns processos licitatórios foram considerados fracassados” para a aquisição dos fármacos.
 
Ambos os remédios estão em uma relação de cinco medicamentos de uso hospitalar e pré-hospitalar que estão em falta no mercado, segundo entidades médicas (veja aqui). A lista inclui também a atropina, a amicacina e a ocitocina.
 
Para evitar o desabastecimento na Bahia, houve, conforme explicou a Sesab, a compra centralizada do dipirona e do neostigmine. “Quanto aos demais medicamentos, não há problemas de abastecimento”, acrescentou a secretaria através de nota. 
 
Em matéria publicada na Folha nesta terça, insituições de todo o país reforçaram o alerta de baixo estoque dos itens. Um documento foi enviado ao Ministério da Saúde pedindo que o governo regule a compra e a venda.
 
Assinam a nota a Amib (Associação de Medicina Intensiva Brasileira) , ISMP (Instituto para Práticas Seguras no Uso de Medicamentos), Rebraensp (Rede Brasileira de Enfermagem e Segurança do Paciente), SBA (Sociedade Brasileira de Anestesiologia), SBRAFH (Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar e Serviços de Saúde), Sobrasp (Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente).
 
A publicação alega que desde abril a gestão de Marcelo Queiroga recebe comunicados sobre a pouca disponibilidade da dipirona em municípios e unidades hospitalares.
 
O Ministério da Saúde indicou que, em conjunto com outras instituições, irá apurar as causas do desabastecimento.

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