Milton Ribeiro: delegado responsável por investigação é exonerado

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O delegado federal Bruno Calandrini, responsável pela investigação acerca do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, foi exonerado do setor responsável por investigar políticos com foro privilegiado.

 

Segundo a Polícia Federal, ele deixa o cargo que ocupava na Coordenação de Inquérito nos Tribunais Superiores para atuar na Unidade Especial de Investigação de Crimes Cibernéticos.

Calandrini seguirá presidindo a investigação. Em nota, a corporação alegou que a mudança de cargo atende a um pedido do próprio delegado, que teria sido feito por ele no mês passado e estaria sendo atendido agora.

???Após tratativas iniciadas ainda no mês de maio do corrente ano, no dia 15/6/2022 houve a movimentação formal do DPF Calandrini para a DRCC/CGFAZ/DICOR/PF, onde irá coordenar a Unidade Especial de Investigação de Crimes Cibernéticos ??? UEICC, presidindo trabalhos investigativos sensíveis daquela unidade???, diz comunicado da PF.

???O próprio servidor manifestou interesse (ainda no mês de maio) em ser movimentado para a nova unidade, para onde irá apenas no mês de julho, permanecendo na presidência da Op. Acesso Pago (IPL do MEC) e outros inquéritos da CINQ/CGRCR/DICOR/PF???, completa a nota.

O delegado Bruno Calandrini, que comandou a operação, afirmou que houve interferência na condução da investigação do MEC. Segundo o investigador, a corporação teria dado tratamento diferenciado ao aliado do presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-ministro não foi levado de Santos, litoral paulista, para Brasília por conta de uma decisão superior.

Essas alegações e a gravação em que Milton Ribeiro diz ter sido avisado pelo chefe do Executivo a respeito de uma busca e apreensão da polícia serviram como base para o Ministério Público Federal (MPF) pedir autorização da Justiça para apurar se houve interferência as investigações sobre Ribeiro.

 

O caso foi enviado para análise do Supremo Tribunal Federal (STF). A relatora é a ministra Cármen Lúcia.

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