Anestesista é hostilizado e xingado por outros detentos ao chegar em presídio

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Após ser preso em flagrante na madrugada da última segunda-feira (11), no Hospital da Mulher, no Rio de Janeiro, o anestesista Giovanni Quintella Bezerra foi encaminhado para o Bangu 8 na noite desta terça-feira (12). O médico passou a primeira noite na Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira.

O local é destinado para presos que têm nível superior. Giovanni chegou por volta das 21h15 e os outros detentos, que já sabiam do ocorrido, começaram a sacudir as grades, além de gritar bastante, xingar o profissional da área da saúde e vaiar o comportamento dele. Como protocolo para recém-chegado, o anestesista passou a primeira noite isolado dos outros presos. 

Cabe lembrar que, no mesmo dia da prisão em flagrante de Giovanni, os advogados que estavam cuidando do caso, pediram para sair. O escritório de advocacia Novais – mesmo grupo que defende Monique Medeiros, acusada pela morte do filho Henry Borel -, afirmaram que não estavam interessados em defender o anestesista. 

Outros casos

Além da mulher que foi estuprada durante o parto cesárea, Giovanni também é investigado por outros cinco possíveis atos que teria cometido em várias outras unidades de saúde ao qual ele trabalhou, contando também o Hospital da Mulher Heloneida Studart, local onde ele foi preso em flagrante.

De acordo com a delegada Bárbara Lombar, que está à frente do caso, o anestesista seria um criminoso em série, já que há vários crimes repetidos. Ele já tem uma desenvoltura, não mostra muita preocupação na hora de realizar o crime (…) Isso indica que ele já vem praticando o crime. Há, sim, um abuso de poder”, disse em conversa a GloboNews. 

Uma possível vítima, a técnica de radiologia que deu depoimento na delegacia, afirmou que ficou completamente dopada durante o terceiro parto e Giovanni sussurrava em seu ouvido. 

“Não sei se aconteceu alguma coisa comigo, estava sedada, mas quando vi na TV fiquei desesperada. A única coisa que me recordo da cirurgia é da voz dele. Ele ficava falando baixinho ao meu ouvido, isso me incomodava. Ele perguntava se eu estava bem”, comentou. 

 

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