Autoridades de saúde acompanham dois casos da Doença de Creutzfeld-Jakob na Bahia

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A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) acompanham dois casos confirmados da Doença de Creutzfeld-Jakob. Segundo as autoridades, ambos os registros são de pessoas residentes em Salvador e os pacientes estão internados em unidades hospitalares da capital.

 

As ocorrências foram informadas ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS Bahia) no último dia 6 de outubro. 

 

Apenas neste ano, foram confirmados na Bahia cinco casos da doença, todos em moradores da capital. Destes, dois estão internados, dois foram a óbito e um está sendo investigado.

 

Ao Bahia Notícias, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) reforçou a informação concedida pela Sesab. Conforme apontou a investigação do órgão, “até o momento, nenhum caso [identificado] foi confirmado para a variante da doença causada pela ingestão de carne contaminada”.

 

No ano passado foram três casos notificados, um de um residente em Salvador, um de Simões Filho e outro em Serrolândia. Destes casos, dois foram a óbito e o terceiro a situação do paciente está em investigação pela Vigilância Epidemiológica.

 

O QUE ?? O AGRAVO?
A Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) tem como principal sintoma a rápida deterioração mental (em apenas poucos meses) e pode fazer com que algumas pessoas que estejam infectadas entrem em coma. O período de incubação para manifestação desta doença pode prolongar-se por até 30 anos.

 

Existem quatro tipos de formas clínicas: a esporádica, que tem uma causa ou fonte infecciosa conhecida, com transmissibilidade de pessoa a pessoa; a hereditária, passada geneticamente; a latrogênica, decorrente de procedimentos cirúrgicos ou instrumentos neurocirúrgicos contaminados; e a vDCJ, conhecida popularmente como “doença da vaca louca”, provocada pelo consumo de carne e subprodutos contaminados.

 

O Brasil é considerado como um território de risco insignificante para a “vaca louca”, segundo a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Nas últimas décadas alguns casos isolados, devidamente controlados e eliminados, foram identificados no país. A última epidemia foi vista nos anos 2000, na Grã-Bretanha e no Japão.

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