Pequim, às vésperas do 20º Congresso do Partido Comunista da China (PCC), vive uma onda de protestos contra o presidente Xi Jinping (imagem em destaque). As manifestações também são contra a política de ???Covid zero???, que mantém duras regras de lockdowns em cidades inteiras e impede a volta da normalidade da vida dos cidadãos.
Marcado para dia 16 de outubro, o tradicional evento do partido deverá confirmar o terceiro mandato de Xi Jinping como secretário-geral da legenda. Dessa forma, abre caminho para que ele também continue na presidência do país por mais cinco anos.
Entretanto, a permanência dele vem a contragosto de parte de população, insatisfeita com as imposições do partido diante do coronavírus. Agências internacionais de notícias e perfis nas redes sociais começaram a circular fotos e vídeos de protestos. Uma dessas imagens foi capturada na Ponte Sitong, no distrito de Haidian, no Noroeste da capital, com a frase: ???Façam greve na escola, no trabalho, removam o ditador e traidor nacional Xi Jinping???.
Há outras imagens que criticam a dura política de testagens para a Covid-19. ???Sem testes PCR, nós queremos comer. Sem restrições, nós queremos liberdade. Sem mentiras, nós queremos dignidade. Sem Revolução Cultural, nós queremos reforma???, dizia.
Outra faixa fazia menção à democracia: ???Sem líderes, nós queremos votar. Ao não sermos escravos, poderemos ser cidadãos???. Repórteres da BBC e da agência Bloomberg foram ao local, não viram vestígios do ato, mas testemunharam uma forte presença militar.
Fang Zhouzi, escritor de ciência chinês e crítico ao regime, divulgou parte dos protestos em seu Twitter
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??? ??????? (@fangshimin) October 13, 2022
Protestos Diferente de Hong Kong, uma região autônoma da China, no território chinês protestos são raros, devido à forte vigilância do partido. Além das câmeras, agora o PCC conta a política restritiva contra a Covid, o que apequena ainda mais as liberdades individuais de seus habitantes, além de novos surtos da doença.
Xi Jinping deverá ser o primeiro dos três últimos secretários-gerais do partido comunista a liderar o país por três mandatos. Embora não haja um limite formal, a Constituição do país foi emendada para abolir o limite de dois mandatos de 1980.
Se aprovado para o terceiro mandato, o atual mandatário será equiparado a Mao Tsé-tung e Deng Xiaoping, considerados os maiores líderes do país.
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