Colégio Maria Clara Machado é prejudicado por manifestações e aciona MPMG

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O Colégio Maria Clara Machado, na avenida Raja Gabaglia, precisou acionar o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) devido às manifestações de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL).
 
De acordo com o diretor do colégio, que fica no bairro Cidade Jardim, na região Oeste de Belo Horizonte, as aulas estão sendo prejudicadas pelo barulho provocado pelos manifestantes bolsonaristas em frente ao Exército.
Conforme a administração do colégio, foi solicitada à Secretaria Estadual de Educação e ao Conselho Estadual de Educação (CEE-MG) uma autorização para realizar aulas remotas enquanto durarem as manifestações. Contudo, o conselho alegou que não há “nenhuma legislação que possa validar aulas remotas”. 
A orientação foi que a instituição de ensino acionasse o Ministério Público. Conforme o diretor do colégio, José Donizetti, eles enviaram um ofício na última quinta-feira (3/11), mas até hoje não tiveram nenhum retorno. O Estado de Minas entrou em contato com o órgão, mas não obteve retorno até esta publicação. Tão logo o MPMG se manifeste, este texto será atualizado.  

Manifestações prejudicam as aulas

Ainda de acordo Donizetti, há um grande fluxo de pessoas em toda a proximidade do Colégio, com barracas montadas, lixos descartados incorretamente e carros estacionados.
O colégio afirma que irá adequar as avaliações com o intuito de não prejudicar os alunos, mas ressalta que não consegue intervir em fatores externos.
“Do lado de fora do Colégio, contudo, o que foge totalmente do nosso alcance, o clima é de movimentação e, certamente, durante o dia, o barulho generalizado – discursos, músicas, hinos, buzinas – poderá incomodar bastante o nosso trabalho. Esperamos que, muito brevemente, tenhamos alguma posição das autoridades competentes quanto à situação constrangedora pela qual estamos passando, em função dos impactos das manifestações”. 
  • Leia: ‘Forças Armadas, tomem o Brasil’, pedem bolsonaristas na Raja Gabaglia 

Trânsito liberado na Raja 

O trânsito no local está sendo monitorado e, de acordo com BHTrans, na manhã desta segunda-feira (7/11), ainda há manifestantes no local, mas a via está liberada nos dois sentidos. 
A reportagem também procurou a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) para questionar o descarte incorreto de lixo dos manifestantes na região, mas até a publicação desta matéria não obteve resposta.  

Manifestações na Raja

Os protestos começaram na segunda-feira (31/10), logo após o segundo turno das eleições, quando o presidente Jair Bolsonaro (PL) foi derrotado para o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As pistas foram parcial ou totalmente fechadas ao longo da semana, contrariando um pedido do próprio Bolsonaro para desobstruir as vias. 

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