Inflação volta a subir em BH puxada pela alta do preço dos alimentos

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A inflação em Belo Horizonte registrou uma alta de 0,51% em outubro, após três meses consecutivos de deflação. A cesta básica chegou a R$ 692,27, o que equivale a 57% do salário mínimo. Com o aumento, a inflação acumulada no ano é de 4,95% e de 6,91% nos últimos 12 meses.
Os dados do Instituto de Pesquisa Econômica Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead) indicam que os maiores aumentos foram nos preços dos alimentos (1,38%).
Alimentos in natura ficaram 5,32% mais caros em outubro, seguidos por industrializados (2,63%) e pela alimentação em restaurantes (2,42%). Gastos com habitação (0,97%) e vestuário (0,84%) também subiram.
Registraram quedas os índices de alimentos de elaboração primária (-3,07%), bebidas em bares e restaurantes (-2,18%) e produtos administrados, que inclui gastos com energia, comunicação e combustíveis (-0,41%).
 

Cesta básica

O Ipead também divulgou que a cesta básica está custando R$ 692,27 em Belo Horizonte. O preço é 13,71% maior do que em janeiro deste ano, e equivale a 57% do salário mínimo.
 
Os maiores aumentos foram nos preços da batata inglesa (65%), leite (40,4%) e banana caturra (38%) farinha de trigo (31,6%).
 
O preço é maior que o valor do Auxílio Brasil, de R$ 600, pago desde setembro para pessoas de baixa renda pelo governo federal.
 

Meta de 5%

O retorno da inflação, acumulada em 6,91% nos últimos 12 meses e de 4,95% neste ano, preocupa. Após um aumento inédito do índice, a redução dos impostos sobre combustíveis teve um efeito deflacionário durante os meses de julho, agosto e setembro.
 
Com o novo aumento, a meta de 5% para 2022, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), deve ficar para trás já em novembro.
 
O preço dos alimentos acumula aumento de 13,89% no ano; habitação, 8,62% e artigos pessoais, 10,90%.
 

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