Policial investigado por tragédia em Halloween na Coreia é achado morto

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Um policial investigado por omissão durante a tragédia no Halloween de Itaweon, na Coreia do Sul, foi encontrado morto nesta sexta-feira (11), em Seul. A estação em que ele trabalhava, assim como o Corpo de Bombeiros do distrito de Yongsan, são suspeitos de demorar para responder aos chamados de vítimas do esmagamento que deixou pelo menos 156 mortos, em 29 de outubro.

O homem de 55 anos, funcionário do setor de inteligência da polícia, foi achado sem vida em casa por um familiar, segundo a agência de notícias Yonhap. Ele foi identificado pela imprensa local apenas pelo sobrenome Jeong.

Segundo a investigação sobre a tragédia, Jeong teria ordenado a exclusão de relatórios de inteligência feitos antes da festa que já alertariam sobre riscos à segurança durante o primeiro Halloween no país após a pandemia de covid-19. A ação do suspeito seria parte de um plano para “encobrir a passividade” das forças policiais diante do perigo.

Se tivesse sido acusado, o oficial poderia enfrentar um processo por abuso de autoridade, destruição de evidências e negligência resultando em mortes, de acordo com a agência de notícias coreana.

Um dia antes de ser encontrado morto, Jeong teria enviado mensagens a alguns colegas sugerindo que estava pensando em suicídio, mas, oficialmente, as causas de sua morte ainda são investigadas.

O CASO

Dezenas de milhares de foliões – muitos na adolescência e na casa dos 20 anos, vestidos com fantasias – se aglomeraram nas ruas estreitas e becos do popular bairro de Itaewon no dia 29 de outubro para as primeiras festividades de Halloween praticamente sem restrições em três anos.

As circunstâncias do incidente ainda não foram totalmente esclarecidas, mas informações iniciais apontam que centenas de pessoas estavam em uma área elevada e estreita quando algumas delas caíram, criando um efeito dominó que levou ao grande esmagamento.

Além dos 156 mortos, pelo menos 147 pessoas ficaram feridas. 26 cidadãos de 14 países estão entre os mortos.

O presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, pediu uma investigação completa, e as autoridades dizem estar focadas em reconstruir o que antecedeu o tumulto e verificar se alguém pode ter sido responsável por desencadear o esmagamento.

“Estamos analisando câmeras de segurança para descobrir a causa exata do acidente”, disse o investigador-chefe da polícia, Nam Gu-jun, a repórteres.

“Continuaremos interrogando mais testemunhas, incluindo funcionários de lojas próximas”, afirmou ele.

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