Equipe de transição de Jerônimo avalia desmembrar atual Secretaria da Justiça

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O governador eleito Jerônimo Rodrigues (PT) tem dito que, antes de escolher nomes para as secretarias, ele irá definir uma reforma administrativa. O futuro gestor pensa em fazer mudanças nas pastas para além dos seus secretários. E uma das alterações que estão sendo cogitadas é o desmembramento da atual Secretaria da Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS).

 

A ideia da equipe de transição comandada por Jerônimo é retornar ao formato antigo, da época do governo de Jaques Wagner (PT), quando havia uma Secretaria da Justiça e Direitos Humanos (SJDH) e outra Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes).

 

O grupo avalia que a união das pastas, ocorrida durante o governo de Rui Costa (PT), não deu os resultados administrativos e políticos esperados. Além disso, com o novo desmembramento, abriria mais espaço no secretariado para abrigar quadros de partidos aliados.

 

Apesar da equipe de transição reforçar, tanto na frente das câmeras quanto nos bastidores, que ainda não está discutindo nomes, fontes do Bahia Notícias ligadas à gestão estadual tratam a permanência do atual titular da SJDHDS, Carlos Martins (PT), como improvável.

 

A avaliação de interlocutores do governo é que Martins foi ineficiente na implantação de grandes políticas públicas e não conseguiu transformar o poder que tinha sobre uma grande secretaria em força eleitoral.

 

Em 2018, Carlos Martins se candidatou a deputado federal, mas, com pouco mais de 32 mil votos, não conseguiu ser eleito. Em 2020, se colocou como pré-candidato à prefeitura de Candeias, na Região Metropolitana, mas não chegou a registrar candidatura.

 

O MENINO DOS OLHOS

Um dos nomes mais cotados nos bastidores do governo para assumir a remodelada Secretaria da Justiça e Direitos Humanos é o do professor especialista em criminologia e segurança pública Felipe Freitas, integrante da equipe de transição de Jerônimo Rodrigues.

 

Próximo do governador eleito, Felipe inicialmente teria resistido em aceitar o convite para integrar a equipe de transição, mas terminou cedendo ao pedido do amigo Jerônimo. Quadros ligados ao PT na Bahia avaliam que o professor só não assumirá um cargo no próximo governo se não quiser.

 

Além da Justiça, os petistas veem Felipe Freitas como forte candidato a assumir ou a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap), hoje ligada ao MDB, ou a Superintendência de Prevenção à Violência (SPREV), atualmente comandada pela Major Denice Santiago (PT).

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