PSD deve apoiar PEC da Transição no Senado, afirma Otto Alencar

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O senador Otto Alencar (PSD-BA) afirmou nesta terça-feira (22) que o partido deve apoiar a PEC da Transição no Senado Federal. A proposta, que ainda não teve texto oficial apresentado, prevê R$ 175 bilhões fora do teto de gastos.

 

De acordo com o senador, a bancada da sigla irá se reunir ainda nessa terça para discutir o apoio ao texto no Senado. “Acho que nenhum senador com a consciência que tem, cívica, de compromisso com a população, vai deixar de votar a manutenção de R$ 600 a partir de janeiro”, destacou.

 

Sobre a excepecionalizaçao dos gastos por 4 anos ou somente 1, o senador baiano disse que ainda não está definido. “Eu votaria por quatro anos, mas não sei se os outros partidos vão estar alinhados nessa mesma direção”, disse Alencar.

 

“No entanto, é claro e evidente que nenhum senador vai deixar de votar a favor de uma matéria que vai manter pelo menos o mínimo necessário na mesa do povo brasileiro, né? Com a fome se expandindo a cada ano que passa, com as doenças relacionadas com a fome aumentando sensivelmente em todo o Brasil. Então vai ser mais ou menos por aí”, explicou o parlamentar.

 

De acordo com a minuta apresentada, a PEC terá um impacto fiscal de R$ 198 bilhões e também retira o Bolsa Família do teto de gastos permanentemente. As duas medidas teriam um custo de R$ 175 bi. Além disso, a proposta permite que o governo use o excesso de receita arrecadada para investimentos, também em uma operação fora do teto de gastos, limitado a R$ 22,9 bilhões.

 

A PEC também poderá abrir outras exclusões do teto de gastos, além do Bolsa Família, a partir do exercício financeiro de 2023, como por exemplo, projetos socioambientais e relativos às mudanças climáticas que sejam custeados por doações; despesas de universidades federais que sejam custeadas por doações, receitas próprias ou convênios; e investimentos federais em valor referente ao excesso de arrecadação em 2022, limitado a 6,5% do excesso de arrecadação registrado em 2021. Neste caso, a despesa também não seria considerada para o cálculo do resultado primário.

 

VOTAÇÃO NA SEMANA QUE VEM

Mesmo sem a apresentação do texto oficial, os líderes do PT na Câmara afirmaram nessa terça que a PEC deve ser votada no Senado Federal já na semana que vem, no dia 29 (lembre aqui). De acordo com os deputados Reginaldo Lopes (SP) e José Guimarães (CE) há entendimento entre líderes partidários na Câmara, inclusive da base do governo Jair Bolsonaro (PL), para a aprovação do texto que vier do Senado sem alterações.

 

Reginaldo e Guimarães se encontraram na manhã desta terça-feira (22) com líderes da oposição e com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

 

“A nossa prioridade é a PEC do Bolsa Família. A partir do momento que ela chegar aqui na Câmara, nós já estamos bem articulados com o presidente Arthur Lira (PP-AL) para tramitá-la e para votar. O que fizerem no Senado nós vamos bancar aqui na Câmara para dar celeridade”, destacou o deputado José Guimarães. Parte da base de apoio de Lula tem chamado a proposta de PEC do Bolsa Família, para tentar ganhar mais apoio público.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Série D ZeroUm: CBF divulga tabela detalhada das oitavas de final

Após a confirmação das oitavas de final da Série D ZeroUm, a CBF divulgou a tabela completa, com os jogos de ida marcados...

Comissão do Senado aprova projeto de Capitão Alden que obriga instalação do “botão do pânico” em veículos

Senadores da Comissão de Infraestrutura comunicaram a aprovação do PL 1434/2023, de Capitão Alden (PL-BA), que torna obrigatório, em veículos novos, o botão...

Alcolumbre promete voltar a discutir PEC do Marco Temporal após recesso

BrasilSTF declara Marco Temporal inconstitucional e Senado avança com PEC para alterar a Constituição Resumo: o Supremo Tribunal Federal considerou inconstitucional a tese...