Anvisa autoriza universidade a cultivar cannabis para pesquisas neurológicas

Publicado:

compartilhe esse conteúdo


anvisa

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu nesta quinta-feira, 15, uma autorização especial destinada à Universidade Federal do Rio Grande Norte (UFRN) para que a instituição possa cultivar a cannabis – planta da maconha – para conduzir estudos científicos. Válida para a Instituição do Cérebro da Universidade (ICe-UFRN), a permissão permite que sejam realizados projetos de fase pré-clínica a respeito da eficácia e segurança da combinação de fitocanabinóides com possíveis sinais e sintomas associados a distúrbios psiquiátricos e neurológicos. Pesquisas pré-clínicas não são autorizadas a serem realizadas em seres humanos, segundo a agência reguladora. Em nota, a Anvisa argumentou que a “ausência de informações científicas acuradas pode implicar em imprecisão que impede, muitas vezes, a determinação da eficácia do uso de produtos derivados da Cannabis em terapias curativas ou amenizadoras de dores ou de outros sintomas indesejáveis oriundos das várias enfermidades humanas”. O diretor e relator da matéria, Alex Campos, argumentou em seu voto que a definição de requisitos de segurança e controle adequados são fundamentais para a deliberação da Anvisa no manejo da planta. Para isso, a agência estabeleceu os seguintes critérios para conceder a autorização: plantio em salas especiais através do cultivo indoor, ou seja, em sistema fechado e de entrada controlada por acesso biométrico de pessoas previamente registradas; edifício e entorno sob permanente estado de videomonitoramento, assim como a vigilância armada 24 horas por dia nos sete dias da semana; além de um sistema de vídeo em que seja possível gravar qualquer condição de iluminação para fins vistoria.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Operação Agulha Oculta investiga coordenador legislativo por venda de Mounjaro paraguaio

Operação Agulha Oculta, da Polícia Civil de São Paulo, mira um suposto esquema de importação irregular e venda de tirzepatida — conhecida como...

Lava Jato: executivos são condenados a até 14 anos de prisão por fraude em licitações

A Justiça Federal no Paraná condenou seis executivos e operadores financeiros envolvidos em contratos fraudados com a Petrobras, em uma etapa remanescente da...

Operação Agulha Oculta investiga coordenador legislativo por venda de Monjaro paraguaio

Operação Agulha Oculta investiga a venda de Monjaro paraguaio e resultou na apreensão de 22 ampolas de tirzepatida, além de celulares, seringas, embalagens...