Anvisa libera venda de remédio para tratamento da Covid-19 em farmácia

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Autorização facilitará o acesso ao tratamento; medicamento ajuda a prevenir a progressão da doença, internações hospitalares e mortes

MSD/Divulgação via REUTERS – 11/10/21

Molnupiravir - pílulas alaranjadas de remédio desenvolvido contra covid-19

Rém

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou na quinta-feira, 22, a venda do antiviral Lagevrio (molnupiravir), medicamento para tratamento de casos leve de Covid-19, em farmácias e hospitais particulares. “A aprovação levou em consideração a venda do medicamento ao mercado privado em outros países com autoridades internacionais de referência, como Estados Unidos, Japão e Reino Unido”, explicou a Anvisa em nota. “A medida também considerou o cenário epidemiológico atua, com a circulação das novas subvariantes da Ômicron e o aumento de casos da doença no país”, acrescentou. A venda do medicamento ao mercado privado facilitará o acesso ao tratamento de Covid-19. Segundo a diretora relatora, Meiruze Freitas, a venda do remédio é “para ajudar a prevenir a progressão da doença, internações hospitalares e mortes, os medicamentos antivirais para infecções respiratórias agudas devem ser usados o mais cedo possível após o correto diagnóstico da infecção”.

A venda do remédio só será possível sob retenção de receita médica e uma via da Receita de Controle Especial que ficará no estabelecimento. Com isso, o farmacêutico deverá instruir o paciente a como realizar o uso correto do produto, que terá a bula em inglês, porém, deverá incluir um folheto informativo, em português, sobre as contraindicações de uso na gravidez e lactação. Seu uso deve ser realizado em pacientes adultos, com a doença em seu estágio inicial. A eficácia do medicamento está associada ao não agravamento da doença. Apesar de o remédio ser mais um grande aliado, Freitas reintrar a importância da vacinação. “Reafirmo e enfatizo que os benefícios esmagadores da vacinação na proteção contra as formas graves de óbitos pela Covid-19, superam em muito o risco das raras reações adversas relacionadas as vacinas aprovadas pela Anvisa”. 

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