EUA registram menor número de migrantes detidos na fronteira em dois anos

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Autoridades atribuem queda à expansão do Título 42, regulamento de saúde controverso para permitir remoções de migrantes haitianos, cubanos e nicaraguenses

EFE/EPA/NICOLAS DATICHE

joe biden taiwan

Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden

O número de detenções de migrantes que tentavam atravessar a fronteira sul dos Estados Unidos de forma irregular alcançou o nível mais baixo em dois anos em janeiro de 2023, informou o Departamento de Segurança Interna (DHS) nesta terça-feira, 7. As autoridades atribuem a queda à expansão no início de janeiro do Título 42, um regulamento de saúde controverso para permitir remoções de migrantes haitianos, cubanos e nicaraguenses. Em 31 de janeiro, as detenções de pessoas destas três nacionalidades, juntamente com venezuelanos, que estão sujeitos ao Título 42 desde outubro, caíram para uma média de 95 por dia, uma queda de 95% em relação às 1.231 detenções diárias reportadas no início do mês, segundo um funcionário do DHS. “Em janeiro vimos o menor número de detenções pela Patrulha de Fronteira desde fevereiro de 2021”, destacou um oficial. A utilização do Título 42 pelo governo de Joe Biden foi amplamente criticada por organizações de direitos humanos e até mesmo por alguns membros do Partido Democrata. No final de janeiro, um grupo de 80 congressistas democratas, liderados pelo senador Robert Menéndez, pediu para o governo voltar atrás na decisão de expulsar pessoas de Cuba, Nicarágua e Haiti que atravessam a fronteira com o México. “O Título 42 ridiculariza o direito nacional e internacional”, escreveram os congressistas.

O governo Biden tem se defendido das críticas com o argumento de que é obrigado a continuar implementando o programa por ordem da Suprema Corte, que em dezembro aceitou uma petição de cerca de 20 estados republicanos e decidiu que o Título 42 deveria permanecer em vigor. A norma, herdada do mandato do ex-presidente Donald Trump (2017-2021), permitiu mais de 2,5 milhões de detenções desde que entrou em vigor, em 2020, de acordo com dados do Comitê Internacional de Resgate.

*Com informações da EFE

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