Membros da missão humanitária do Brasil na Turquia revelam os maiores desafios no socorro às vítimas

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Em entrevista à Jovem Pan News, socorristas que atuam com equipes locais e de outros países relataram suas experiências nos trabalhos de busca das vítimas do terremoto

Reprodução/Twitter/@Bombeiros_MG/Wellington Dias

Bombeiros de Minas Gerais estão ajudando nas buscas na Turquia

Bombeiros de Minas Gerais também estão ajudando nas buscas na Turquia

A missão humanitária brasileira enviada para ajudar as vítimas do terremoto na Turquia continuam na atuação conjunta com equipes locais e de outros países. Neste momento, o frio é a principal dificuldade enfrentada pelos brigadistas. Para amenizar as baixas temperaturas, cobertores, aquecedores, garrafas térmicas, fogareiros e pontos de energia elétrica tem sido providenciados. Em entrevista à Jovem Pan News, o tenente Caio Veneziani, da Defesa Civil de São Paulo, relatou o desafio de atuar em meio ao frio extremo e em um cenário desolador: “O aeroporto está sendo usado como um grande centro logístico para fazer a triagem das vítimas, encaminhamento dessas vítimas para abrigos temporários e a parte de doações também. Muitas blusas, cobertores e kits de higiene. O frio dificulta muito nosso trabalho, porque uma noite passada em um tempo como esse já provoca muitos estragos. Então, é um esforço muito grande para manter os trabalhos andando”.

O coordenador-geral da missão humanitária brasileira, Rafael Machado, disse que, no momento, o foco é ajudar nos resgates: “O objetivo principal dessa missão é somar esforços nas ações de busca e resgate que estão ocorrendo. É o primeiro esforço que é feito nesses primeiros dias após a ocorrência do desastre. Então, o foco da missão é trazer profissionais altamente especializados, de três Estados, em uma articulação e coordenação feita pelo governo federal para viabilizar o meio de transporte e condições de instalação aqui na Turquia, para a gente se juntar a esforços internacionais em locais que estão trabalhando nessas ações de busca e resgate”.

Uma semana após o terremoto, cães levados do Brasil tem ajudado na busca por sobreviventes. O tenente Caio Veneziani destacou que a quantidade de escombros é outro problema enfrentado pelas equipes: “A grande dificuldade é a quantidade de edifícios, casas e prédios que foram atingidos ao mesmo tempo. Faltam diversos locais de busca. São prédios grandes e locais de difícil acesso. E não foi só em uma cidade, é a região como um todo. As equipes de busca têm que se espalhar muito e também ficar bastante [tempo], isso dificulta o trabalho do Corpo de Bombeiros”.

Na madrugada deste domingo, 12, um avião da Força Aérea Brasileira pousou no Rio de Janeiro com um grupo de 17 pessoas, a maioria brasileiros e familiares resgatados. O coordenador da missão, Rafael Machado, ressalta que são muitas as ações de acolhimento dos sobreviventes em andamento: “A gente vê em muitos locais barracas onde famílias estão vivendo, (…) mas há centros de acolhimento de desabrigados, há muito trabalho de envio dos desabrigados para outras cidades, para reduzir a demanda. Em todo local que você anda pela cidade você vê inciativas desse tipo, ou de acolhimento, ou de abrigamento em tendas e centros preparados para receber essas pessoas. Aqui no aeroporto mesmo há muita movimentação nesse sentido”. A previsão é de que brasileiros permaneçam na Turquia até o fim do mês.

*Com informações do repórter João Vitor Rocha

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