Moderna recebe aval para acelerar teste de vacina contra câncer de pele

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

A vacina experimental da Moderna contra o câncer de pele recebeu da agência Food and Drug Administration (FDA), equivalente à Anvisa nos Estados Unidos, a designação de terapia inovadora, segundo informou a empresa nessa quarta-feira (22).

A classificação é dada pela FDA quando os medicamentos experimentais destinados ao tratamento de doenças graves mostram-se significativamente mais eficazes do que os existentes. Ela permite que a revisão dos dados e os testes de estágio final sejam acelerados.

Conforme publicou o portal Metrópoles, a vacina da Moderna usa a tecnologia de mRNA – a mesma utilizada na vacina contra a Covid-19 da empresa norte-americana – em combinação com o medicamento Keytruda, da Merck, e é destinada ao tratamento de pacientes de alto risco.

O Keytruda age contra as células tumorais dos pacientes. A vacina da Moderna entrega ao sistema imunológico as chaves para a assinatura do DNA do tumor. Com essa estratégia, espera-se que as células T funcionem para combatê-lo caso o câncer retorne.

Os resultados de um estudo intermediário de fase 2 da farmacêutica, divulgados em dezembro de 2022, mostraram que a terapia reduziu o risco de recorrência da doença após a cirurgia em 44% em comparação com o uso do Keytruda isoladamente.

As duas empresas informaram, por meio de um comunicado, que continuarão a discutir os resultados com as autoridades reguladoras e iniciarão um estudo de fase 3 ainda em 2023. Elas esperam expandir os estudos para outros tipos de tumor, incluindo câncer de pulmão de células não pequenas.

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Primeira unidade inteligente do SUS será no hospital da USP

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP) será a sede do primeiro Instituto Tecnológico de Emergência...

Estudo mostra que inflamação no cérebro pode ser chave do Alzheimer

Uma pesquisa liderada pelo neurocientista Eduardo Zimmer, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mostra que a inflamação cerebral pode ser...

Ultraprocessados já são quase um quarto da alimentação dos brasileiros

O consumo de ultraprocessados na alimentação dos brasileiros aumentou significativamente, passando de 10% nos anos 80 para 23% atualmente. Este alerta é trazido...