Saiba mais sobre ação do Paysandu com crianças autistas

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Na terça-feira (25/4), na partida entre Paysandu x Fluminense, pela Copa do Brasil, o Papão realizou uma ação especial e entrou em campo com crianças que possuem transtorno do espectro autista (TEA) do Instituto Saber.

A ação do Papão da Curuzu foi muito elogiada nas redes sociais. Saiba um pouco mais sobre como surgiu a ideia:

Antes da bola rolar, através das redes sociais, o Paysandu já havia comunicado da ação e pediu para os torcedores evitarem fazer barulho em respeito as crianças.

Vale lembrar que pessoas com transtorno do espectro autista apresentam uma hipersensibilidade sensorial aos estímulos de um ambiente.

A ideiaO Metrópoles entrou em contato com o clube, que explicou como surgiu a ideia de entrar em campo com as crianças do instituto.

“O Paysandu, através de sua responsabilidade social, realizou uma visita ao Instituto Saber e Incluir. Lá conhecemos todo o projeto grandioso que eles têm. Após a visita, surgiu a ideia de proporcionar um momento único para as crianças de lá que também amam o futebol, amam o clube”, conta Simone Ettinger, diretora de responsabilidade social do Papão.

“A partir disso organizamos a ação e pedimos para a torcida fazer silêncio. O autismo é uma deficiência intelectual e não mental. O nosso objetivo, além de incluir, é informar. Respeito acima de tudo”, complementa Simone.

Além disso, o Paysandu informou que no Mangueirão, estádio da partida contra o Fluminense, há uma sala adaptada para receber pessoas com TEA. “O novo Mangueirão, entregue pelo Governo do Pará, possui um espaço TEA. Contamos com o Governo do Estado para realizar ações contra o capacitismo” explica a diretora.

O clube ainda declarou que a atitude pode ser importante para influenciar outras equipes a fazerem o mesmo.

“Com essa nossa ação esperamos cada vez mais influenciar outras equipes a fazerem o mesmo. Queremos chamar atenção para a causa. Na camisa das crianças estava escrito: ‘Quando vocês se envolvem, as peças se encaixam’, e isso realmente faz sentido. Que todos possam se envolver”, finaliza Simone.

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