Justiça mantém prisão de Bruno Rodrigues, suspeito de matar Jeff Machado

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O juiz Rafael Azevedo, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), decidiu, neste sábado (17/6), manter a prisão temporária de Bruno Rodrigues, principal suspeito de matar o ator Jeff Machado. O produto de TV estava foragido desde o início do mês e foi preso na última quinta-feira (15), no Morro do Vidigal, na Zona Sul do Rio.

O magistrado determinou que o principal suspeito do assassinato ficará em prisão temporária por pelo menos 30 dias, até que ocorra uma decisão da Justiça pela prorrogação ou conversão em preventiva. O outro suspeito do crime, Jeander Vinícius da Silva Braga, também está preso desde 2 de junho.

“No caso em tela, o mandado de prisão foi regularmente expedido e está dentro do prazo de validade, não se tendo notícias de que a decisão tenha sido alterada posteriormente pelo juízo natural ou em sede recursal”, declarou o juiz.

O produtor de TV foi preso por equipes da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Vidigal, na manhã de quinta-feira (15). Segundo a corporação, Bruno foi localizado em um hostel na Rua Dr. Olinto de Magalhães, na comunidade de São Conrado, com base em informações de inteligência. Ele não apresentou resistência à prisão.

Relembre o caso O corpo de Jeff Machado foi encontrado em 22 de maio, dentro de um baú, enterrado e concretado a dois metros de profundidade em quintal de uma casa na zona oeste do Rio.

A família da vítima, natural de Santa Catarina, registrou o desaparecimento do ator em 4 de fevereiro, mas a Polícia Civil acredita que Jeff tenha sido morto ainda no fim de janeiro.

Bruno era considerado foragido da Justiça desde 1º de junho, quando teve a prisão decretada. O outro suspeito do crime, Jeander Vinícius da Silva Braga, foi detido em 2 de junho, no bairro de Santíssimo, zona norte do Rio.

No início deste mês, o Ministério Público do Rio de Janeiro pediu a prisão temporária de Bruno e Jeander pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.

De acordo com o promotor de Justiça Sauvei Lai, da 3ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada do Núcleo Rio de Janeiro, Bruno planejou o assassinato do ator, com ajuda de Jeander, garoto de programa que, supostamente, tinha relações próximas com a vítima.

Os dois confessaram, em depoimento à polícia, terem ocultado o corpo. No entanto, atribuem o assassinato do artista a um terceiro homem, a quem chamam de Marcelo. A versão foi considerada fantasiosa e descartada pela polícia.

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