A Seleção Brasileira sempre foi uma fábrica de craques. Desde as categorias de base, jogadores e jogadoras promissoras vestem amarelinha e dão seus primeiros passos na expectativa de, um dia, se tornarem referência para os amantes de futebol. Na categoria masculino é sempre muito fácil ter acesso aos grandes nomes desde sempre e já criar no imaginário quem vai marcar ou não com a camisa da Seleção. Enquanto isso, o futebol feminino luta pelo seu espaço – cada vez maior – e busca construir imagens de ídolos para a nova geração que acompanha o esporte. Ao ser questionada ou questionada sobre o maior nome da nossa Seleção feminina, é óbvio que Marta é o nome escolhido. Seis vezes melhor do mundo e maior artilheira da história do Brasil com 119 gols – contando maculino e feminino -, a rainha muitas vezes é vista como a única craque e grande atleta da seleção. Mas se engana quem acha que a lista fica restrista à camisa 10. De fato, Marta é a melhor e deve continuar sendo durante muitos e muitos anos. Mas o Brasil, como já citado, já fabricou e entregou outros nomes que marcaram época dentro da Seleção Brasileira e merecem esse destaque para o público que ainda não têm dimensão do seu papel no nosso futebol. Algumas dessas jogadoras, inclusive, atuaram na Copa de 2019, na França, e até estarão em campo do Mundial da Austrália e Nova Zelândia, que começa a partir do dia 20 de julho. O CORREIO relembra quem são as maiores atletas que a nossa Seleção Feminina já teve para além da rainha Marta. Confira. Com sete Copas do Mundo no currículo, Formiga é, sem dúvidas, um dos maiores nomes produzidos na história do futebol feminino ao redor do mundo. A meio-campista estrou pela Seleção Brasileira em 1995 com apenas 17 anos e fez 160 partidas com a camisa amarelinha. Seu futebol ficou conhecido por ser uma atleta extremamente inteligente dentro de campo e com uma visão de jogo acima da média, sustentando sua titularidade em clubes e Seleção por muitos anos. Vestiu as camisas de clubes grandes de São Paulo, como Palmeiras, Santos e São Paulo, onde encerrou sua carreira em 2021, e fora do Brasil atuou por times como Paris Saint-Germain e Chicago Red Stars equipes da França e EUA, respectivamente, que são países fortes no futebol feminino. Entre suas principais conquistas com o Brasil estão as Copas Américas de 1995, 1998, 2003, 2010, 2014 e 2018, além do ouro nos Pan-Americanos de 2003, 2007 e 2015. O título de Copa do Mundo infelizmente não veio, mas Formiga chegou perto em 2007, quando o Brasil foi vice-campeão, perdendo da Alemanha na final. Antes de Marta, outros grandes nomes vestiram a camisa 10 da Seleção Brasileira. Enquanto a rainha ainda nem sonhava em ser a jogadora que é, a baiana Sissi, nascida em Esplanada, representava o Brasil nas Copas de 1995 e 1999. A meia entrou para o futebol diante de um contexto complexo onde a modalidade havia sido liberada para as mulheres há poucos anos. A prática do futebol feminino foi proibida no Brasil até 1979. Pouco tempo depois, a jogadora estreava nos gramados. No fim da década de 1990, chegou a vestir a camisa do Bahia, onde teve suas primeiras oportunidades de defender a Seleção Feminina. Mas seu grande destaque veio, de fato, ao fim dessa década, quando vestiu camisas tradicionais do futebol, como Palmeiras, São Paulo e Vasco. Fora do país, Sissi defendeu o San Jose CyberRays e o California Storm, além do Gold Pride, onde encerrou sua carreira em 2009. Sissi é a sexta maior artilheira da história do Brasil, com 33 gols. Se Sissi entrou em um contexto ainda conturbado com a liberação da prática do futebol feminino no país, dá para dizer que Roseli de Belo foi, de fato, vanguardista quando o assunto é Seleção Feminina. A atacante é vista ao lado da própria Sissi e Marta como as representações das grandes gerações do futebol feminino no país. Ela também ficou marcada como a jogadora dos gols bonitos com a camisa amarelinha. Em partida contra a Austrália disputava há quase 20 anos no Parque do Sabiá, em Uberlândia, o icônico narrador Luciano do Valle destacou que o gol marcado por Roseli ficaria ‘marcado para sempre na história do estádio’. A atacante ainda cumulou três títulos de Copa América, um pan-americano e a prata nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. Maior atleta do futebol feminino do Vasco, Pretinha foi contemporânea de Sissi e Roseli no começo de sua trajetória na Seleção Brasileira. No Mundial de 1999, a atacante marcou o gol que colocou o Brasil numa inédita semifinal de Mundial, além de ter sido peça importante nas medalhas de prata de Atenas e Pequim, nas Olímpíadas. Assim como formiga, também é marcada por uma carreira longeva no futebol. Pretinha atuou até os 40 anos de idade, quando defendia o Icheon Daekyo, da Coreia do Sul. Antes, passou por Washington Freedom e San Jose CyberRays, nos EUA, além do Vasco da Gama, onde atuou por oito temporadas. Apesar de ter ficado de fora da lista final da técnica Pia Sundhage para a Copa do Mundo de 2023, Cristiane tem o seu legado intacto na Seleção Brasileira. Na frente dela, apenas Marta fez mais gols vestindo a amarelinha. Cris balançou as redes 83 vezes em 18 anos defendendo o Brasil. Além das participações nas campanhas já citadas de Olimpíadas e jogos pan-americanos, Cris tem sua relevância no futebol feminino brasileiro por seguir até hoje atuando em alto nível pela Série A no país. Neste ano, por exemplo, mesmo aos 38 anos, ajudou o Santos a chegar nas semifinais do Brasileirão e, após a disputa da Copa do Mundo, tentará alcançar a final de campeonato nacional no Brasil e conquistar seu primeiro troféu nessa competição. Apesar de ainda não ter sido campeã da Série A por aqui, Cris tem um currículo extenso de títulos, como a Liga dos Campeões e o Campeonato Alemão pelo Turbine Potsdam. Pelo Santos, também já levantou um Paulistão, uma Copa do Brasil e uma Libertadores. Mais um nome que está em atividade atualmente. E que estará na Copa do Mundo da Austrália e Nova Zelândia daqui a poucas semanas. Debinha é a artilheira da Seleção Brasileira na ‘era Pia’, quando a treinadora sueca assumiu o comando da Seleção Brasileira. São 57 gols no total, sendo 28 deles sob o comando de Pia. Ela é peça fundamental no esquema montado pela treinadora da Seleção. Mesmo com 31 anos, Debinha é parte de uma geração mais recente da Seleção Brasileira, que viveu frustrações por não conseguirem bons resultados nas últimas Copas e Olimpíadas. Mesmo assim, a camisa 9 seguiu se destacando no futebol mundial e, no começo desse ano, se transferiu para o Kansas City Current e agora disputa a liga norte-americana, a mais disputada da modalidade. Também já defendeu o Dalian Quanjian, da China, e o North Carolina Courage, também dos EUA. Nas Olimpíadas de Tóquio, foi titular e marcou dois gols na fase de grupos da competição. 
Muito além de Marta: conheça as grandes jogadoras da nossa Seleção
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