Léo Gamalho relembra descoberta do câncer: ‘Não foi fácil’

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Após mais de um mês de espera, Léo Gamalho pode, enfim, voltar a reforçar o Vitória. Recuperado da cirurgia para retirada de um câncer de pele, o jogador foi liberado pelo departamento médico do clube e está a disposição do técnico Léo Condé para enfrentar o Vila Nova, pela 16ª rodada da Série B. O jogo será nesta segunda-feira (10), às 20h, no estádio Oba, em Goiânia. Neste sábado (8), o centroavante falou pela primeira vez após o período de recuperação. Gamalho contou como foi o primeiro momento de desconfiança, ao perceber uma pequena pinta no peito ainda em janeiro. O diagnóstico de câncer, porém, veio meses depois. Ele afirmou que foi difícil enfrentar todo o processo e o medo do tratamento. Mas ressaltou que, como descobriu cedo, a chance de cura era grande. “Em janeiro, eu tinha descoberto uma pinta no meu peito. Fiquei meio desconfiado, porque isso não é muito normal. Com o passar do tempo, foi aumentando. Me deixou um pouco preocupado. Até que chegou em abril, mais ou menos, falei com o doutor Marcelo Cortês, aqui do clube. Ele me indicou um dermatologista. Eu fui até lá, retirei. E foi enviado para a biópsia. A partir deste momento, eu esqueci. Não fiquei pensando nisso. Até que teve um dia em que eu cheguei em casa, mais ou menos umas 22h, 23h, e recebi um e-mail do laboratório, dizendo que era para entrar em contato urgente com eles. Acabei entrando [no sistema do laboratório] e vendo o resultado, que era um melanoma. Entrei em contato com alguns médicos ali, na hora. E realmente a resposta deles não foi muito positiva. Se tratava de um câncer. Coloquei minha vida nas mãos de Deus, confiando e acreditando”, continuou o atacante. “Com o passar do tempo, descobri que, como descobri muito cedo, a chance de cura era bem maior. E foi o que aconteceu. Deus guiou os passos dos médicos, o diagnóstico foi melhorando, até que fui para fazer a cirurgia. E, logo depois, vocês ficaram sabendo”, seguiu. O diagnóstico de câncer de Léo Gamalho só foi revelado à imprensa no dia 6 de junho, depois que o procedimento cirúrgico já havia sido realizado. Na época, o centroavante já era ausência do Vitória por conta de lesão. Ele não entra em campo desde o dia 24 de maio, quando foi um dos titulares no 1×0 sobre o CRB, no Barradão, pela 8ª rodada da Série B. O atacante disse que, em um primeiro momento, também preferiu não revelar o diagnóstico aos colegas de elenco. Segundo ele, a ideia era evitar uma possível influência da notícia no grupo, em meio a disputa da Série B. “Quando vocês souberam, eu já tinha feito até a cirurgia. Graças a Deus, tinha sido um sucesso. Mas, até então, eu estava guardando mais para mim mesmo, não queria influenciar meus companheiros. Que não alterasse os resultados. Aqui estou, trabalhando, podendo fazer o melhor. Muita coisa passou na minha cabeça. Mas agora não vem ao caso. Importante que vou estar à disposição do professor, e é uma alegria imensa voltar a jogar, estar dentro de campo e fazer o que eu amo fazer’, falou. Hoje recuperado, Gamalho admitiu: enfrentar o câncer nas últimas semanas mudou sua forma de ver o futebol. “A gente tem que valorizar alguns momentos. Por vezes, a gente fica em tantos jogos, viagens. A gente acompanha tanta violência, tanta pressão. A gente esquece que futebol é um esporte que nos traz emoção, prazer. Temos uma responsabilidade grande, mas, por vezes, a gente se esquece da raiz, da base de tudo, que é fazer o que gosta, o que ama. Nessas sequências, tinha momentos em que eu só pedia a Deus para ser curado e estar bem para voltar a jogar, fazer o que eu mais gosto. A gente pode achar que nada acontece com a gente, mas a gente é muito frágil. Sabe muito pouco ou quase nada, tudo está nas mãos de Deus. Acredito que Ele tem um plano para isso tudo. E espero viver o plano dele”, falou.
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