Tema de insatisfação entre servidores, Afonso Florence vê reajuste de 4% na Bahia como “decisão ousada”

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O secretário estadual da Casa Civil, Afonso Florence, realizou uma avaliação das propostas do governo que foram enviadas para votação na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) e definiu as articulações com os deputados estaduais como “exitosa”. Em entrevista ao podcast Projeto Prisma, do Bahia Notícias, o titular da Casa Civil também comentou sobre o projeto de reajuste salarial de 4% aos servidores públicos e afirmou que a decisão do percentual foi “ousada”.

 

Afonso Florence em entrevista ao Projeto Prisma | Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias

 

Florence citou que o governo da Bahia registrou uma queda de arrecadação de R$ 500 milhões durante o mês de janeiro deste ano, em comparação com o mesmo período de 2022. Além disso, o secretário afirmou que ainda havia um cenário de incertezas econômicas e políticas a nível nacional.

 

“A minha avaliação é que a articulação política é muito exitosa. Mas cada matéria é uma matéria, controvérsias são naturais porque representam interesses que não são os mesmos que os do governo. Sobre os precatórios, há decisão judicial, há pareceres da PGE. O propósito do governador é desenvolver a economia como parte de um desenvolvimento social”, disse Florence.

 

“No primeiro mês do ano nós tivemos uma queda de arrecadação de R$ 500 milhões. Muita gente pode não ter gostado do reajuste de 4%, mas o cenário econômico, as incertezas na conjuntura política, econômica nacional e o desempenho da arrecadação naquele momento, 4% foi uma decisão ousada. Os 4% foram, acho eu, bem recepcionados ao término do ciclo da administração pública em quatro meses de arrecadação e depois prestação de contas”, completou o secretário.

 

Confira o trecho:

 

 

A proposta de reajuste salarial de 4% ao funcionalismo público foi aprovada pela AL-BA em maio deste ano, durante sessão marcada por protestos de representantes dos servidores na galeria da Casa Legislativa. A oposição chegou a apresentar uma emenda modificativa ao projeto, onde propôs elevar a correção para 9%, como aconteceu no âmbito do governo federal. Porém, não teve sucesso (relembre aqui).

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