Procurado pela Interpol, PF prende hacker que invadiu site de tribunal

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A Polícia Federal (PF) capturou no domingo (17/9), em Campo Grande (MS), um criminoso responsável por um ataque hacker ao sistema do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF3), sediado em São Paulo, ocorrido em 2021.

O preso foi responsável por promover um ataque cibernético ao sistema processo judicial eletrônico (PJe) da Corte, invadindo o sistema para alterar documentos eletrônicos de assinatura de agentes públicos para a obtenção de vantagens pessoais.

O hacker falsificou pareceres do Ministério Público Federal em seis processos que tramitavam no TRF3, nos quais ele mesmo era o réu, alterando as manifestações dos procuradores com sugestão de absolvição ao invés da condenação originalmente proposta.

A investigação da Polícia Federal foi aberta depois que dois magistrados da Justiça Federal em São Paulo detectaram alterações em documentos, com uso fraudulento de suas assinaturas digitais.

O hacker falsificou assinaturas eletrônicas de juízes, servidores da justiça e membros do Ministério Público Federal e alterou documentos em pelo menos oito processos, sendo dois cíveis e seis criminais.

O objetivo, além da própria absolvição criminal, seria a liberação e a consequente apropriação de valores pendentes em ações judiciais para contas controladas por ele.

O autor, na condição de procurado internacional, devido à inclusão de seu nome na difusão vermelha da Interpol, estava escondido em uma casa no bairro de Conjunto Aero Rancho, na cidade de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Participaram da ação, ao menos vinte policiais federais das superintendências da Polícia Federal em São Paulo, local em que ocorreu a investigação, e Mato Grosso do Sul, localidade em que o foragido foi capturado.

As investigações da Polícia Federal, realizadas no âmbito da Operação Escalada Cibernética, resultou em condenação do suspeito pelo ataque hacker, a uma pena de nove anos de prisão, pela prática dos crimes de invasão de dispositivo informático e falsificação de documento público.

A sentença condenatória foi expedida pelo Juízo da 7ª Vara Criminal Federal de São Paulo, em dezembro de 2021, contudo o criminoso permaneceu foragido desde maio de 2021, data do desencadeamento da operação da PF.

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