“A polícia não é para matar, mas para defender a população”, afirma Jaques Wagner sobre escalada de violência na Bahia

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O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), admitiu nesta sexta-feira (29), a responsabilidade do governo estadual no combate à onda de violência que assola a Bahia, mas fez ressalvas quanto à letalidade policial quando afirmou que “não é polícia para executar” e sim, “para defender a população”.

 

“A polícia tem que ser dura, mas dentro da regra. Não é polícia para executar. Para matar. É polícia para defender a população. Se tiver um conflito aberto, evidentemente que, prefiro que tome [tiro] um marginal do que um pai de família que trabalha na Polícia Militar ou na Polícia Civil”, afirmou Wagner em entrevista à rádio Metrópole.

 

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O senador ainda destacou que a responsabilidade pela segurança pública “não é só do executivo”, citando casos em que criminosos são presos pelas forças policiais, mas soltos em pouco tempo pela justiça.

 

Wagner usou como exemplo o caso do “Barão das Armas”, responsável pela compra de fuzis para uma facção criminosa, além de crimes como roubo a banco, explosão de carro-forte e homicídio, e que foi solto dez dias após ser preso na Região Metropolitana de Salvador (RMS).

 

 “Você imagina como é que isso desestimula o policial? Tá comprovado que o cara é o comprador de fuzil, que tudo é ilegal”, afirmou Wagner ao citar que é necessário discutir temas como esses com a justiça.

 

PACTO PELA VIDA

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), anunciou, nesta sexta-feira (29), que a proposta da nova implantação do programa Pacto pela Vida, deve ser efetivada no mês de outubro. O programa implantado pela primeira vez em 2011, pelo então governador Jaques Wagner, visa reduzir a violência e a criminalidade na Bahia e é uma adaptação ao modelo criado pelo falecido ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).

 

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Ainda durante entrevista à rádio Metrópole, Wagner comentou que teve conversas com o governador sobre o programa. “Falei com Jerônimo e ele me disse: “Estou retomando isso [o Pacto pela Vida]. Está tendo o apoio do governo Federal que mandou para cá muito equipamentos.” Mas não é problema só de equipamento, é uma sistemática que tem que se criar”, afirmou o senador.

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