Crueldade: foragido deu mais de 30 facadas em mulher com bebê no colo

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Testemunhas da tentativa de feminicídio cometida por Tiago Nunes Santana, na manhã dessa quarta-feira (11/10), detalharam que a vítima foi atacada pelo namorado com mais de 30 facadas. Além disso, ela segurava no colo o filho, um bebê de 2 anos. Devido à violência do ataque, a criança chegou a cair dos braços da mãe, mas não se feriu.

O crime ocorreu no Setor Oeste do Gama, e o agressor está foragido. A maioria das facadas atingiu a parte superior do tronco da vítima, perto do pescoço. Ela foi socorrida e levada às pressas, em estado grave, para o Hospital Regional do Gama (HRG).

Depois do crime, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) conseguiu um mandado judicial de prisão preventiva contra o agressor. Porém, Tiago já era considerado foragido, porque não havia voltado para a prisão após uma saída temporária, no início do mês. Ele cumpria pena em regime semiaberto devido a um homicídio cometido em 2012.

  Chefe-adjunto da 20ª Delegacia de Polícia (Gama), Paulo Fortini detalhou que o casal estava junto havia três meses e tinha saído na noite anterior ao crime, para se divertir.

De madrugada, após voltarem para casa, Tiago e a vítima discutiram. Vizinhos escutaram a briga, e uma pessoa se aproximou do endereço onde o casal estava. Nesse momento, a testemunha viu o criminoso atacar a companheira e achou que ela teria recebido socos. No entanto, pouco depois, percebeu que o agressor a esfaqueou, devido às marcas de sangue que ficaram no local.

“Ao notar a aproximação de vizinhos, o suspeito fugiu. E tudo indica que ele se lesionou, machucou-se [durante a fuga], pois havia um rastro de sangue no local por onde ele teria escapado. É bem provável que ele esteja machucado”, afirma o delegado Paulo Fortini.

Quem tiver informações sobre o paradeiro de Tiago pode entrar em contato com a Polícia Civil pelo telefone 197. O anonimato é garantido ao denunciante.

Prisão por homicídio Tiago estava preso havia 11 anos por matar um homem a tiros, após um desentendimento. A discussão teria começado por causa de um esbarrão, e o acusado assassinou a vítima pelas costas.

O réu foi condenado a 20 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado — por motivo torpe e com uso de recurso que dificultou a defesa da vítima —, além de porte ilegal de arma de fogo.

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