A Casa das Sete Mulheres ganha “versão quadrinhos” e reforça tendência

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Clássicos da literatura em  versão quadrinhos têm ganhado mais espaço e aparecido como uma opção mais leve e divertida de conhecer histórias que marcaram época . A lista tem obras como O Hobbit, O Diário de Anne Frank e 1984, e agora ganha a adaptação recente de A Casa das Sete Mulheres, de Leticia Wierzchowski. 

Para o especialista em literatura brasileira e norte-americana, Luiz Elóa, a mistura entre a abreviação do texto original e as ilustrações fazem com que mais jovens se sintam atraídos pelos livros. “É fato que os públicos mais jovens precisam da visualização para competir com o cinema, TV, podcasts e todos os audiovisuais do momento. A ilustração em quadrinhos dos clássicos os torna mais atrativos visualmente a este público, fazendo com que se desperte o interesse para ler o clássico na íntegra depois”, avalia o professor do Colégio Objetivo DF.

Ele destaca ainda que livros que nascem originalmente como quadrinhos também têm feito sucesso e convidado novos leitores para o universo das obras impressas. “Recentemente o fenômeno da obra Heartstopper, de Alice Oseman, publicado originalmente em quatro volumes de quadrinhos, ganhou as telas de streamings como Netflix. Porém os livros foram campeões de vendas em diversos idiomas. Então sim, os quadrinhos podem e estão contribuindo para a ressurreição do hábito de ler obras impressas”, avalia.

A versão quadrinhos de A Casa das Sete Mulheres Recém-lançado pela editora Maralto, a obra foi adaptada pela própria autora, Letícia Wierzchowski. Ao Metrópoles, ela disse que começou o trabalho em 2019, mas conseguiu que tudo ficasse pronto apenas este ano, que marca 21 anos da estreia do romance. Para a novidade, ela conta com as ilustrações de Verônica Berta.

“O livro segue sendo muito lido, a série está na Globoplay, eu vendi os direitos do romance para uma nova série, então a história segue muito viva”, comemora a escritora. Apreciadora de quadrinhos, ela conta que sempre gostou das versões de romances literários nesse formato e pretende adaptar toda a trilogia farroupilha, que segue com Um Farol no Pampa e Travessia.

Na obra ficcional, Letícia traz um contexto histórico, mas foca na história de sete mulheres que ficam “presas” em uma fazenda por 10 anos, enquanto o Sul do Brasil está em guerra. “As mulheres são apenas pegadas na história. A história foi, até muito recentemente, escrita por homens para homens. E talvez essa seja a beleza do livro — preencher um vazio”, conclui. 

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