Secretário de Zema sobre o RRF: ‘Direitos dos servidores serão garantidos’

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O secretário de Estado da Fazenda de Minas Gerais, Gustavo Barbosa, afirmou que o Regime de Recuperação Fiscal (RRF) é flexível e que todos os direitos dos servidores serão garantidos durante os nove anos de vigência do plano. Em pronunciamento na manhã desta terça-feira (24/10), o titular da pasta econômica afirmou que o estado não tem mais a opção de não pagar a dívida com a União e defendeu a solução do regime proposto.
Gustavo ainda diz que não o problema da dívida, atualmente calculada em quase R$ 160 bilhões, “não se resolve em um passe de mágica”. “O Plano de Recuperação Econômica não é engessado. Ele permite a flexibilização das medidas previstas inicialmente. Tudo depende do nosso desempenho econômico e fiscal. Se tivermos receitas superiores às programadas,podemos avançar com os investimentos. E estamos otimistas”, disse.
O modelo em discussão na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), e que precisa ser aprovado pelos deputados até o dia 20 de dezembro, prevê duas recomposições salariais de 3% com a primeira podendo ocorrer já em 2024. O RRF também prevê concursos para repor as vagas que atualmente estão em aberto.
“O Plano de Recuperação Econômica também tem como compromisso manter o dinheiro investido em Saúde, Educação e Segurança. O cumprimento dos mínimos constitucionais está garantido, portanto, o dinheiro continuará chegando em escolas e hospitais em valores que são os maiores da história do Estado. Somos transparentes e sabemos que o problema da dívida de Minas não se resolve em um passe de mágica”, ressalta Gustavo Barbosa.
Ainda durante o pronunciamento, o secretário ainda pontuou uma série de medidas do Governo de Romeu Zema (Novo) para defender o “compromisso” do executivo com o funcionalismo público, inclusive repetindo gestos do governador que constantemente critica gestões passadas pelo parcelamento dos salários, principalmente Fernando Pimentel (PT).
Por outro lado, o próprio presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Martins Leite (ALMG), reforçou que o atual plano não resolve o problema da dívida mineira, mas posterga durante os nove anos de vigência do plano. O deputado defende que o parlamento discuta com “exaustão” o RRF, que começa a tramitar oficialmente nesta quarta-feira (25/10). “O plano, como nós já vimos, tem medidas duras, mas repito, não resolve o problema da dívida final do estado de Minas Gerais. É uma dívida histórica e um problema grave que vai afetar todos os mineiros”, afirmou em entrevista nessa segunda (23/10).

Encontro com Haddad

Gustavo ainda revelou que Zema e outros governadores do Sul e Sudeste terão uma reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), para discutir o Regime de Recuperação Fiscal. Enquanto Minas tenta aderir ao plano, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro estão dentro do modelo desde o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

image

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Fábrica descoberta pela polícia reaproveitava leite em pó vencido

Uma operação da polícia em São João da Boa Vista, interior de São Paulo, resultou na prisão de um suspeito e no fechamento...

Futura/Apex: Lula é rejeitado por 47,6% e Flávio, por 45,4%

Nova pesquisa da Futura/Apex revela a rejeição aos nomes mais comentados da política: Lula aparece com 47,6%, Flávio Bolsonaro com 45,4% e Michelle...

Palpite França x Espanha – Copa do Mundo – 14/07/26

França e Espanha duelam nesta terça-feira, 14 de julho, às 16h (horário de Brasília), pelas semifinais da Copa do Mundo, no AT&T Stadium,...