No embalo do aumento do rating do Brasil, S&P sobe nota da Petrobras

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Um dia depois de elevar a nota de crédito do Brasil (o chamado “rating”), a S&P Global, uma das três principais agências de classificação de risco do mundo, anunciou o aumento da avaliação da Petrobras. A informação foi confirmada pela companhia na noite de quarta-feira (20/12).

A nota de crédito da Petrobras passou de “BB-” para “BB”, com perspectiva estável. A empresa estava classificada como “BB-” desde abril de 2020.

A escala de classificação adotada pela S&P varia de “D” até “AAA”. Quanto mais próximo de “AAA”, mais seguro é considerado o investimento na companhia, segundo a agência.

A partir de “BBB”, a nota de crédito já é considerada grau de investimento, o que indica que se trata de um investimento mais seguro.

Segundo a Petrobras, a elevação do rating da companhia é “reflexo da melhora na nota da República Federativa do Brasil”.

O que é uma agência de risco As agências de classificação de risco são empresas privadas que avaliam a saúde financeira de países e de outras empresas. Com base em critérios como juros, dívida, capacidade fiscal e outros, as agências concedem uma nota de crédito.

“As notas das agências de alguma forma refletem a capacidade tanto das empresas no crédito corporativo quanto dos países de honrarem o compromisso financeiro com seus credores”, afirmou Raphael Moses, professor do Coppead, escola de negócios da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em entrevista ao Metrópoles, em junho. “Teoricamente, quanto maior a nota, menor a probabilidade de o devedor dar calote ou ficar inadimplente”, diz Moses.

Além da S&P, a Fitch e a Moody’s completam a lista das principais agências de risco no mercado global. As três foram fundadas ainda no início do século passado e têm sede em Nova York, nos EUA (a Fitch tem sede dupla, em Nova York e em Londres, na Inglaterra).

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