Ex-empresário de Schumacher lamenta não poder visitá-lo e revela arrependimento

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O estado de saúde de Michael Schumacher continua sendo um mistério para o público em geral, inclusive para pessoas próximas ao ex-piloto. Willi Webber, ex-empresário de Schumacher por 30 anos, recentemente expressou seu lamento por não poder rever o heptacampeão de Fórmula 1 e confessou sentir culpa por não ter visitado o piloto no hospital após o acidente que o deixou gravemente ferido. Em uma entrevista exclusiva ao jornal alemão Kölner Express, Webber revelou que não tem mais esperanças de ver Schumacher novamente, já que não há notícias positivas sobre sua recuperação desde o acidente, que ocorreu há dez anos. Ele também compartilhou sua tristeza em relação aos laços rompidos com a família do ex-piloto, especialmente com sua esposa, Corinna, que não permite que ninguém visite o marido.

“Infelizmente, não tenho mais esperança de vê-lo novamente. Não há nenhuma notícia positiva dez anos depois do acidente. Me arrependo muito e me culpo, eu deveria ter visitado Michael no hospital (quando ele se acidentou)”, lamentou Weber. “Sofri muitíssimo depois do acidente, isso me atingiu fortemente e, claro, também com o fato de Corinna não permitir mais nenhum contato com ele”, disse.  Webber também comentou sobre os planos de Schumacher para a carreira de seu filho, Mick, que atualmente é piloto reserva da Mercedes. Segundo o ex-empresário, o astro alemão estava ansioso para gerenciar a carreira de Mick da mesma forma que ele o gerenciava na pista. Ele acredita que se o heptacampeão estivesse presente, o chefe da equipe Haas não teria tido um papel tão negativo na carreira de Mick, que foi demitido após duas temporadas ruins. Aos 81 anos, Webber trabalhou com Schumacher desde o final da década de 1980 até 2012. Além do alemão, ele também assessorou outros pilotos, como Ralf Schumacher, Timo Scheider e Nico Hülkenberg.

Acidente

O ex-piloto estava de férias com a família quando sofreu um traumatismo craniano após um acidente durante um passeio de esqui, em 2013. Mesmo usando capacete, Schumacher bateu a cabeça com força e ficou em coma por meses. Desde então, a família tem mantido seu estado de saúde em sigilo, protegendo o interesse de sua esposa, Corinna Betsch. Amigos próximos da família, como Jean Todt, ex-presidente da FIA e ex-chefe da Ferrari, têm mantido contato com seus familiares, mas sem divulgar detalhes sobre seu estado de saúde. Recentemente, Stefano Domenicali, chefe da Fórmula 1, expressou sua tristeza com a situação de Schumacher, afirmando que “viver assim por dez anos é algo que você nunca desejaria nem para o seu pior inimigo”.

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