José Múcio não é certeza na Esplanada de Luiz Inácio Lula da SIlva (PT) em 2024. De acordo com a coluna de Guilherme Amado do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, o nome do ministro da Defesa tem sido citado como um dos que podem deixar o governo na reforma ministerial, embora não haja, da sua parte, decisão tomada.
Múcio tornou-se ministro a convite de Lula, que via nele a capacidade de fazer o que, de certa maneira, o ministro acabaria executando ao longo de 2023: pacificar a caserna e criar um ambiente de respeito ao governo Lula, sem golpismos ou insubordinações. Com uma ajudinha do 8 de janeiro, o fato é que Múcio conseguiu colocar as três Forças de volta a seus quadrados. Mas não sem suor.
Múcio sente-se sozinho no governo. Costuma reclamar da falta de cooperação entre os ministros e das críticas permanentes do PT. A saída de Flávio Dino, que ele tinha como seu grande aliado, também o preocupa sobre como será o governo em 2024.
Lula está satisfeito com Múcio e não gostaria de sua saída, mas tampouco age para cessar as críticas ou para pedir que haja uma mudança de postura de alguns ministérios na relação com os militares. Na Defesa, a reclamação é que há uma relação difícil de algumas pastas com os fardados.
Múcio costuma dizer que gostou do ministério e de seus temas, e que valeria ficar para trabalhar pela aprovação de duas propostas de emenda à Constituição que seriam um marco de sua gestão.
A primeira é a que vetaria militares na política. Quem decidisse se candidatar seria automaticamente transferido para a reserva.
A outra a proposta, apresentada pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ) e que deve ser abraçada pelo governo, estabelece que pelo menos 2% do Produto Interno Bruto (PIB) do ano anterior seriam destinados para o orçamento da defesa nacional. Haveria um aumento gradual ano a ano até se chegar a esse patamar.
Múcio considera que a primeira PEC despolitiza as Forças e a segunda dá segurança para o investimento em projetos robustos e de longo prazo. Agora, se ele vai estar na Defesa para acompanhar tudo isso, depende do próprio. E, claro, de Lula.

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